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América Latina e Caribe fazem reunião emergencial após ataque dos EUA contra Maduro; Brasil marca presença

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Brasil se junta a ministros da Celac para abordar a crise venezuelana  |   Bnews - Divulgação Reprodução / YouTube
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 04/01/2026, às 12h55



A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) realiza neste domingo (4), uma reunião extraordinária de ministros das Relações Exteriores dos países-membros para discutir a situação da Venezuela, que sofreu um ataque militar na madrugada deste sábado (3) e teve o presidente Nicolás Maduro preso. A operação ocorreu por determinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O encontro da Celac será realizado por videoconferência e está previsto para começar às 14h. O Brasil será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

A Celac é um bloco que reúne 33 países da América Latina e do Caribe e tem como objetivo ampliar o diálogo entre as nações participantes, além de articular posições comuns entre os governos. Atualmente, a presidência da cúpula é exercida pela Colômbia, sob o governo de Gustavo Petro.

Com a retirada forçada de Maduro de Caracas, capital da Venezuela, junto à esposa Cilia Flores, quem assumiu o governo venezuelano foi a vice-presidente do país, Delcy Rodríguez. Ela afirmou que a Venezuela não irá se render aos Estados Unidos.

A secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou que o país reconhece Delcy Rodríguez como presidente da Venezuela.

Além desse encontro, na segunda-feira (5), o governo brasileiro também participará de reuniões com líderes estrangeiros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve integrar uma reunião com autoridades internacionais, desta vez no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), a fim de também discutir a situação venezuelana.

Neste sábado, Lula usou as redes sociais para se posicionar sobre o ataque à Venezuela.

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“Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou o presidente.

O posicionamento do presidente neste sábado, segundo a embaixadora Maria Laura, será reforçado no encontro.

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