Política

Austrália vai reconhecer Estado palestino na ONU e aumenta pressão sobre Israel

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A decisão da Austrália se junta a outros países que também reconheceram a Palestina, aumentando a pressão internacional sobre Israel  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ internet
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 11/08/2025, às 09h30 - Atualizado às 11h01



A Austrália anunciará o reconhecimento oficial do Estado palestino na 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que acontece em setembro. A decisão foi comunicada pelo primeiro-ministro Anthony Albanese, do Partido Trabalhista Australiano, nesta segunda-feira (11), e reforça a pressão internacional sobre Israel, acompanhando movimentos similares de países como França, Reino Unido e Canadá.

Em entrevista em Canberra, Albanese afirmou que o reconhecimento do Estado da Palestina é fundamental para avançar em uma solução de dois Estados, promover um cessar-fogo em Gaza e garantir a libertação dos reféns.

Para embasar a decisão, a Austrália recebeu garantias da Autoridade Palestina de que o grupo Hamas não teria participação em um futuro Estado palestino.

“O reconhecimento de dois Estados é a melhor esperança para romper o ciclo de violência no Oriente Médio e acabar com o sofrimento e a fome em Gaza”, declarou o primeiro-ministro.

Albanese também destacou que conversou com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu na última quinta-feira (7) e explicou que o reconhecimento político não implica em ação militar.

O governo australiano criticou o plano de Israel de assumir o controle militar de Gaza, afirmando que a decisão de reconhecer a Palestina foi impulsionada pela falta de resposta de Netanyahu aos apelos internacionais e pelo descumprimento de obrigações legais e éticas.

“O governo Netanyahu está destruindo a possibilidade de uma solução de dois Estados, expandindo assentamentos ilegais e ameaçando anexar territórios ocupados”, afirmou Albanese em conjunto com a ministra das Relações Exteriores, Penny Wong.

Por sua vez, o embaixador de Israel na Austrália, Amir Maimon, criticou a decisão nas redes sociais, alegando que ela prejudica a segurança israelense e atrapalha as negociações para a libertação dos reféns.

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