Política

Binho Galinha faz vaquinha virtual para driblar falta de repasse do fundo partidário

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Deputado e candidato à reeleição ainda não recebeu nenhum recurso do partido  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 04/09/2026, às 12h04



O deputado estadual e candidato à reeleição Binho Galinha (Avante) lançou uma vaquinha virtual para custear sua campanha. Apontado como líder de uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro, agiotagem e milícia armada, ele está preso, mas não está impedido de disputar as eleições de outubro.

Até o momento, o parlamentar ainda não recebeu nenhum recurso vindo do fundo partidário. O único repasse recebido por ele até agora foi no valor de R$ 150.

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MPF pede inelegibilidade

Nesta semana, o Ministério Público Federal (MPF) emitiu um parecer sobre a candidatura de Binho Galinha. Nas alegações finais, o procurador regional geral Cláudio Gusmão, elenca os motivos pelo qual considera que o candidato seja impedido de entrar na disputa eleitoral deste ano.

No documento, o magistrado baseia sua decisão em investigações das operações El Patrón e Estado Anômico, que apontam o candidato como líder de uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro, agiotagem e milícia armada.

O MPF sustenta que o envolvimento com estruturas paramilitares fere o artigo 17 da Constituição Federal, tornando o candidato inapto para o pleito.

Habeas Corpus

O pedido de inelegibilidade feito pelo MPF se dá após a revogação da segunda prisão preventiva decretada contra Binho Galinha. Na terça-feira (1º), o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) concedeu, por unanimidade, habeas corpus impetrado pela defesa do deputado, chefiado pelo advogado Gamil Föppel.

Em nota, a defesa classificou a prisão como “manifestamente ilegal” e afirmou que não houve qualquer fato novo que justificasse a medida. Os advogados também destacaram que o parlamentar baiano havia respondido a todo o processo em liberdade e, segundo eles, não teria criado obstáculos à instrução processual.

Prisão mantida

Apesar da revogação da segunda prisão preventiva, Galinha permanece preso em razão de outra ordem judicial. De acordo com a defesa, a legalidade dessa prisão está sendo analisada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os advogados afirmaram confiar em uma decisão favorável também nessa instância e no consequente restabelecimento da liberdade do parlamentar.

Classificação Indicativa: Livre

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