Política
Publicado em 10/11/2024, às 16h07 - Atualizado às 16h08 Yuri Pastori
A Prefeitura de São Paulo deve cassar o contrato da empresa de transporte público Transwolff e manter o da UpBus. As duas empresas estão sendo investigadas por ter algum tipo de elo com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações são da jornalista Raquel Landim do portal Uol.
Na Transwolff foram encontradas uma série de irregularidades administrativas, alto endividamento bancário e locações dos ônibus feitas diretamente por pessoas físicas. As irregularidades serão determinantes para abertura do processo de caducidade, que deve ocorrer em dezembro, primeiro passo para extinção do contrato e abertura de nova licitação. A empresa disse que não pode se manifestar, já que está sob intervenção.
Na UpBus não foram verificados problemas administrativos. O que num primeiro momento não é suficiente para abrir o processo de caducidade, mas a Prefeitura de São Paulo espera novas apurações, pois há fortes indícios de ligação da companhia com o crime organizado.
As empresas foram notificadas, na última quinta-feira (7), e têm até 15 dias para se manifestar e apresentar as suas defesas. Em abril do ano passado, a operação Fim de Linha, que teve apoio da Polícia Militar e Receita Federal, prendeu dirigentes das duas empresas e revelou indícios de lavagem de dinheiro e financiamento de crimes.
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