Política

Bruno Reis se isenta de crise com rodoviários e critica paralisação: "Irresponsável"

Prefeito diz que já fez o que estava à sua altura para resolver problema entre CSN e Sindicato dos Rodoviários - Vagner Souza/BNews

Prefeito diz que já fez o que estava à sua altura para resolver problema entre CSN e Sindicato dos Rodoviários

Publicado em 20/01/2022, às 08h53    Prefeito diz que já fez o que estava à sua altura para resolver problema entre CSN e Sindicato dos Rodoviários - Vagner Souza/BNews    Victor Pinto e Luiz Felipe Fernandez

O prefeito Bruno Reis (DEM) isentou a Prefeitura de Salvador da crise com os rodoviários da concessionária CSN e criticou a paralisação nesta quinta-feira (20), que classificou como "irresponsável", em meio ao novo crescimento de casos de Covid-19.

"Fizemos até mais do que era possível. A gente lamenta que eles, de forma irresponsável, num momento como esse, fechem duas das sete garagens e impeçam as pessoas de se deslocarem para os seus trabalhos, ocorrendo aglomeração", declarou o prefeito durante inauguração das 'mini-UPAs' na cidade, para aliviar a pressão do sistema de saúde impactado com o surto da Ômicron.

Mesmo com o esforço da Prefeitura de contratar parte dos 4,5 mil funcionários saíram da empresa, muitos rodoviários não foram aproveitados. Segundo o sindicato, dos 2615 funcionários contratados pelo Reda, cerca de 800 conseguiram voltar a seus postos de trabalho.

O restante, segundo Bruno Reis, já foi indenizado em sua maioria, com intermédio da Prefeitura, que emprestou R$ 20 milhões em créditos a CSN. A proposta total da empresa para quitar seus compromissos trabalhistas é de R$ 74 milhões. 

No entanto, parte do valor será obtido pela transferência de terrenos alienados da empresa ao sindicato, o que ainda não aconteceu.

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"A Prefeitura não tinha essa responsabilidade, mas se dispôs a ajudar a pedido deles, viabilizamos compradores para parte dos terrenos, agora questões legais e burocráticas, entre sindicato e empresa, impediram a comercialização dos terrenos. Prefeito e Prefeitura não têm mias o que fazer", resumiu.

"Não tenho com me sobrepor à lei para resolver questões burocráticas de transferência dos terrenos para o sindicato, para que possam ser vendidos. Eu me solidarizo com os não contratados e que não foram indenizados ainda, e até por isso estamos dando cestas básicas a essas pessoas, pois efetivamente não há como fazer mais do que já foi feito", finalizou.

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