Política

Candidato aposta em polícias controladas pela comunidade para frear violência na Bahia; entenda

Lucas Pacheco
Aroldo Félix afirma que a ideia tem como objetivo diminuir a letalidade policial no estado  |   Bnews - Divulgação Lucas Pacheco


O candidato ao Palácio de Ondina, Aroldo Félix (UP), defende o fim da desmilitarização das polícias como uma de suas propostas em seu plano de governo. O postulante afirma que a ideia tem como objetivo diminuir a letalidade policial no estado, apostando em polícias controladas pela comunidade para frear violência na Bahia.

“Nosso partido defende a desmilitarização das polícias. Nós observamos historicamente que esse processo surge nos anos 1800 com a Guarda Real, que [servia] para proteger a realeza dos escravizados. Esse processo ele foi aprofundado durante a Ditadura Militar no nosso país, com grau de turculência, tortura e forte militarização”, disse o candidato em entrevista ao BNews nesta terça-feira (25). 

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Aroldo destaca o número de mortes provocadas por policiais em serviço ou fora dele na Bahia em 2025, que representa 1.570 óbitos, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. De acordo com o levantamento, a Bahia é o estado com maior número de mortes decorrentes de intervenção policial no país.

O candidato pontua que, caso for eleito, seu governo terá polícias comunitárias, controladas pela própria comunidade e com apoio da gestão estadual. 

“No nosso estado 1570 foram vítimas da letalidade policial, 94% dessas vítimas são jovens negros das nossas periferias. Tem um corte de classe e um corte de raça envolvido nesse processo. A desmilitarização das polícias é para a sobrevivência da nossa juventude das periferias, em especial a juventude negra. É por isso que nós defendemos isso”, crava. 

“Isso passa por um processo de reeducação dos policiais, de controle das armas, das munições e nós vamos avançar para ter polícias comunitárias, controladas pela própria comunidade com apoio do Governo do Estado. É assim que nós defendemos esse processo para acabar com o genocídio e a chacina nas nossas periferias”, acrescentou.

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