Política
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminou o primeiro turno da eleição presidencial de 2026 à frente entre os brasileiros que votaram no exterior, com vitória em 64 países.
Flávio Bolsonaro (PL) venceu em 36, enquanto houve empate em um território, segundo dados consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no domingo (4). Ao todo, 916.534 brasileiros estavam aptos a votar fora do país, mas 62,69% não compareceram às urnas.
Entre os votos válidos registrados no exterior, Lula recebeu 157.387 votos, o equivalente a 47,57%. Flávio Bolsonaro teve 143.900 votos, ou 43,49%.
Escritor Augusto Cury apareceu na sequência, com 2,94%, seguido por Renan Santos (2,59%), Ronaldo Caiado (1,42%) e Romeu Zema (1,01%). Os demais candidatos não alcançaram 1% dos votos válidos.
Ao todo, foram instaladas urnas em 186 cidades de 133 países e territórios, incluindo a Guiana Francesa. Entre os eleitores que compareceram, 10.884 votaram em branco ou nulo.
Na América, Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula. O senador recebeu 63.737 votos, contra 44.793 do petista.
O resultado foi puxado principalmente pelos Estados Unidos, onde Flávio recebeu 45.004 votos, quase o dobro da votação de Lula. Ele também venceu em outros 18 países da região, entre eles Bolívia, Colômbia, El Salvador e Equador.
O melhor desempenho de Flávio em votos válidos no exterior ocorreu em Salto del Guairá, no Paraguai, onde chegou a 94,48%.
Lula venceu em oito países americanos, incluindo Argentina, Canadá, Chile, Uruguai e Venezuela. No Haiti, foi o único candidato a receber votos, mas apenas cinco eleitores compareceram às urnas.
Em Antígua e Barbuda, Barbados, Belize e Santa Lúcia, nenhum eleitor foi às urnas.
Na Europa, Lula teve ampla vantagem e venceu em 25 dos 29 países onde foram instaladas urnas. O petista recebeu 95.442 votos, contra 48.874 de Flávio Bolsonaro.
Reino Unido, Alemanha, França e Espanha estiveram entre os países que impulsionaram a votação de Lula no continente.
Portugal, segundo país com mais eleitores brasileiros aptos a votar no exterior, também deu vantagem ao petista. Lula recebeu 26.401 votos, contra 19.412 de Flávio. Foi também em Portugal que Lula registrou sua maior votação entre os países estrangeiros.
Em Lisboa e no Porto, Lula venceu. Flávio liderou em Faro, na região do Algarve.
O petista perdeu apenas em dois países europeus: Grécia e Ucrânia. Em Kiev, por exemplo, Flávio recebeu 19 votos, contra quatro de Lula.
Na Albânia e na Bósnia-Herzegovina, nenhum eleitor compareceu.
Na Ásia, Flávio Bolsonaro foi o candidato mais votado, mesmo tendo vencido em menos países. Ele recebeu 28.063 votos e liderou em 13 países. Lula teve 11.643 votos e venceu em 15.
O desempenho do senador foi impulsionado principalmente pelo Japão, terceiro país com mais eleitores brasileiros aptos a votar no exterior. Flávio teve quase cinco vezes mais votos que Lula no país.
Ele também venceu em Catar, Emirados Árabes Unidos, Israel e Vietnã.
Lula ficou à frente em territórios como Arábia Saudita, China, Líbano e Palestina.
Em Mumbai, na Índia, Flávio ficou em terceiro lugar, com apenas um voto. Renan Santos teve três, enquanto Lula recebeu cinco.
Em 10 países asiáticos com urnas, nenhum eleitor compareceu. Entre eles estão Armênia, Azerbaijão, Cazaquistão, Iraque e Paquistão.
Na Oceania, Lula venceu nos dois países com votação: Austrália e Nova Zelândia. Na Austrália, recebeu 4.562 votos, contra 2.579 de Flávio. Na Nova Zelândia, foram 234 votos para Lula e 64 para o senador.
A África teve a menor quantidade de eleitores brasileiros votando entre as regiões. Lula recebeu 713 votos e venceu em 14 países. Flávio Bolsonaro teve 583 votos e ficou à frente em dois.
Lula venceu em países como Angola, Marrocos, Nigéria e Senegal.
Na Líbia, o petista teve 100% dos votos, mas apenas dois eleitores compareceram às urnas.
Flávio liderou na África do Sul e em Moçambique.
Em 16 países africanos com urnas, nenhum eleitor compareceu, entre eles Camarões, Etiópia e Zimbábue.
Foi na África também que ocorreu o único empate do primeiro turno no exterior. Na Guiné-Bissau, Lula e Flávio Bolsonaro receberam 17 votos cada.
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