Coronavírus

Presidente da Argentina é vacinado contra o coronavírus com a Sputnik V; imunizante enfrenta imbróglio judicial no Brasil

[Presidente da Argentina é vacinado contra o coronavírus com a Sputnik V; imunizante enfrenta imbróglio judicial no Brasil]
21 de Janeiro de 2021 às 15:52 Por: Reprodução/Instagram @alferdezok Por: Redação BNews

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, foi vacinado contra o coronavírus nesta quinta-feira (21), o imunizante utilizado foi o Sputnik V, produzido na Rússia. No Brasil, o imunizante ainda não teve a utilização emergencial liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que fez com que o Governo da Bahia impetrasse uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) cobrando a liberação para que o estado possa importar e distribuir a vacina, desde que já estejam "registradas perante uma Agência Reguladora Regional de Referência". 

Fernández agradeceu ao trabalho dos envolvidos na formulação da vacina e destacou a importância do imunizante para segurança da população contra a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Além da Argentina, a Sputnik V já está sendo aplicada em países como Rússia e Paraguai, e teve sua utilização aprovada nesta quinta na Hungria.

 

 

Situação no Brasil

O governo da Bahia impetrou uma ação no STF neste sábado (16) e visa que o estado possa importar e distribuir a vacina, ainda que não registrada na Anvisa, desde que já estejam "registradas perante uma Agência Reguladora Regional de Referência". O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator da ação, determinou, nesta quarta-feira (20), que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem até 72 horas para informar o estágio de aprovação da vacina.

O governador Rui Costa (PT) já teceu críticas à postura da Anvisa e acusou o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de aparelhamento do órgão. "Não tem o menor cabimento condicionar a liberação aos estudos realizados no país", afirmou ao criticar o método que está sendo utilizado no país para aprovação do uso emergencial das vacinas, que prevê o teste do imunizante em solo nacional

No último sábado (16), a Anvisa devolveu documentos do pedido de uso emergencial da vacina, por não apresentarem requisitos mínimos para dar início à análise. Segundo a agência, é necessário que os estudos clínicos de fase 3 estejam em andamento, e não apenas autorizados, como é o caso da vacina russa.

Nesta terça-feira (19), o gerente-geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, disse que a agência está preparada para receber a documentação da União Química, responsável pela produção do imunizante no país. A agência se reunirá nesta quinta com os dirigentes da empresa e autoridades russas, e receberá novos documentos. O diretor de negócios da empresa, Rogério Rosso, diz que a liberação será fundamental para a empresa iniciar a produção de até 8 milhões de doses no primeiro semestre.

Durante o começo da vacinação em Salvador, Rui destacou a alta taxa de eficácia do imunizante russo, acima de 90%, e ressaltou que espera que a Justiça acelere a autorização para uso emergencial. "O ideal é usar várias vacinas", complementou  o governador.

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