Política

Direita brasileira se revolta após vitória de “O Agente Secreto” no Globo de Ouro e detona Wagner Moura: “Mamateiro”

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Vitória de Wagner Moura no Globo de Ouro gera reações negativas e críticas sobre financiamento público do filme  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / Instagram / @mubi
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 12/01/2026, às 17h46



A vitória de “O Agente Secreto” e do ator baiano Wagner Moura no Globo de Ouro, no domingo (11), provocou reações negativas de perfis ligados à militância de direita nas redes sociais. As críticas se concentraram no artista, no filme e no sistema de financiamento público da produção, com ataques direcionados ao ator após o reconhecimento internacional.

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Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o longa acompanha a trajetória de um professor de tecnologia, interpretado por Wagner, que deixa São Paulo em 1977 para se refugiar no Recife, em meio à repressão da ditadura militar, em busca de um novo começo. A narrativa aborda os impactos do período autoritário na vida cotidiana e pessoal do personagem.

Grande parte das críticas feitas nas redes diz respeito ao uso de recursos públicos na realização do filme. “O Agente Secreto” recebeu cerca de R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), por meio da Agência Nacional do Cinema (Ancine), dentro da Chamada Pública Produção Cinema via Distribuidora 2023, aprovada em fevereiro de 2024. 

Confira:

No entanto, a produção ainda poderia acessar até R$ 4 milhões adicionais para a distribuição no Brasil, conforme previsto no edital, mas optou por não utilizar esse recurso. Além do investimento brasileiro, o filme contou com cerca de R$ 14 milhões provenientes de incentivos dos governos da França, Alemanha e Holanda, além de aproximadamente R$ 5 milhões oriundos da iniciativa privada.

Durante o discurso após receber o prêmio, Wagner Moura destacou o momento vivido pelo cinema nacional e celebrou o reconhecimento internacional de produções brasileiras. Crítico declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ator já se posicionou publicamente contra a redução de incentivos à cultura durante o governo anterior e defende políticas públicas como fundamentais para o fortalecimento do setor audiovisual no país.

Em sua fala, Moura afirmou que o sucesso de “O Agente Secreto” se soma a outros títulos brasileiros que vêm ganhando espaço em festivais internacionais, como “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, e reforçou a relação entre cultura e democracia no desenvolvimento do cinema nacional.

“Momento bonito para filmes brasileiros. Lindo ter “Ainda estou aqui” ano passado e O Agente Secreto esse ano, mas também outros filmes brasileiros, indo bem em festivais de filmes, ao redor do mundo. Eu acredito que cultura e democracia andam juntas”, afirmou o baiano.

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