Política
por Bernardo Rego
Publicado em 24/11/2025, às 19h48
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso na última terça-feira (18) pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, foi transferido nesta segunda-feira (24) para o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos. As informações são do G1.
Além de Vorcaro, Luiz Antônio Bull e Alberto Felix de Oliveira Neto, também presos na operação, foram transferidos para o CDP 2 de Guarulhos. Angelo Antonio Ribeiro da Silva e Augusto Ferreira Lima ficaram na Superintendência da PF. Todos os investigados foram presos durante a Operação Compliance Zero que investiga fraudes no sistema financeiro.
Vorcaro é acusado de vender carteiras de créditos, supostamente fraudulentas, ao Banco de Brasília (BRB). Além disso, o banco é investigado por oferecer CDBs (Certificado de Depósito Bancário) com taxas muito acima das praticadas por outras instituições.
A operação cumpriu sete mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais e no Distrito Federal. Também houve buscas no BRB, banco público de Brasília. Em setembro, o BC rejeitou a compra do Master pelo BRB.
Na última quinta-feira (19), a desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, negou o pedido de liberdade feito pela defesa do banqueiro.
“A interrupção dos atos criminosos faz-se imperiosa”, pontuou a magistrada. “A liberdade do paciente, neste cenário de fraude sistêmica e interferência da fiscalização, representa risco concreto”, complementa.
“O decreto prisional aponta para veementes de gestão fraudulenta e organização criminosa”, diz o trecho da decisão. A desembargadora afirma que "há fortes promessas de que a organização criminosa se mantenha em plena atividade, sendo a prisão necessária para cessar a continuidade delitiva".
"A complexidade do esquema, com o completo de 'informações inverídicas' e a criação de ''falsa narrativa' no Banco Central são indicativos do comportamento obstrutivo e da sofisticação da fraude que, somados ao amplo poder econômico do paciente, configuram um risco atual à ordem pública e à ordem econômica", acrescentou a desembargadora.
As investigações começaram em 2024, por pedido do Ministério Público Federal. Os crimes apurados incluem gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.
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