Política

Eduardo Bolsonaro chama denúncia da PGR de "fajuta" e faz promessa de novas sanções

Jane de Araújo / Agência Senado
A PGR denunciou Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo por interferências em processos judiciais  |   Bnews - Divulgação Jane de Araújo / Agência Senado
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 22/09/2025, às 16h58



Após serem denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta segunda-feira (22), o deputado federal, Eduardo Bolsonaro, e o influenciador e jornalista,Paulo Figueiredo, emitiram, de forma conjunta, sobre as acusações. No comunicado, o parlamentar e om comunicador chamaram a denúncia de “fajuta”. 

“Esqueçam acordos obscuros ou intimidações que usaram por anos, porque não funcionam conosco — isto vale para mais esta denúncia fajuta dos lacaios do Alexandre na PGR. O recado dado hoje é claro: o único caminho sustentável para o Brasil é uma anistia ampla, geral e irrestrita, que ponha fim ao impasse político e permita a restauração da normalidade democrática e institucional”, disseram. 

Ainda na nota, o político celebrou as sanções dos EUA contra Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o deputado, a decisão do presidente americano, Donald Trump, e do secretário de Estado, Marco Rubio, foram recebidas com gratidão. 

“Seguiremos atuando e advogando, junto a parceiros internacionais, para que outros apoiadores que facilitaram ou se beneficiaram de condutas sancionadas sejam gradualmente incluídos. O cancelamento de vistos de oficiais do governo brasileiro, do TSE e do Judiciário é um aviso inequívoco: ninguém será poupado”, prometeram. 

Denúncia da PGR

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou Bolsonaro e Figueiredo por interferências em processos judiciais, com o objetivo de beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O pai do deputado também está sendo investigado pelo mesmo inquérito ao qual foi indiciado, mas ainda não recebeu nenhuma denúncia. 

“As condutas criminosas se sucederam, estruturadas pela ameaça de obtenção de sanções estrangeiras tanto para os Ministros do Supremo Tribunal Federal como para o próprio país. O propósito foi o de livrar Jair Bolsonaro, e também o próprio Paulo Figueiredo, da condenação penal pelos crimes que ensejaram a abertura de procedimentos criminais relativamente aos fatos narrados na AP 2.668”, diz a denúncia.

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