Política

Eleitora chega para votar após anúncio de prorrogação, mas não consegue exercer direito em Salvador

Foto: Reprodução / Thiago Teixeira / BNews
Luana Sampaio, de 28 anos, relata que chegou ao local de votação após o horário e não conseguiu registrar seu voto mesmo com a prorrogação  |   Bnews - Divulgação Foto: Reprodução / Thiago Teixeira / BNews

Publicado em 25/10/2026, às 20h07   Thiago Teixeira e Natane Ramos



Neste domingo (25), uma eleitora de 28 anos relatou dificuldades para votar no segundo turno das eleições, em Salvador. A jovem Luana Sampaio esteve no Colégio Integral na tentativa de exercer seu direito ao voto, mas afirma que não conseguiu registrar sua escolha, mesmo após o anúncio da prorrogação do horário de votação até as 19h, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o relato de Luana ao BNews, ela chegou ao local por volta das 16h45, mas foi informada de que as urnas já haviam sido recolhidas e que a votação havia sido encerrada às 17h. 

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A decisão de ampliar o horário de votação foi tomada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, diante de relatos de dificuldades no transporte público em diferentes cidades, incluindo Salvador. Inicialmente, a medida previa a extensão do prazo até as 19h em todo o país. No entanto, posteriormente, o ministro declarou que a determinação deveria ser cumprida apenas nos locais em que as urnas ainda não haviam sido fechadas. 

Eleitora relata falta de orientação

Em entrevista à equipe de reportagem do BNews, a eleitora contou que  havia considerado justificar o voto porque acreditava que não conseguiria chegar a tempo. No entanto, após a decisão do STF, decidiu arriscar, saindo de Simões Filho para votar em Salvador.

"Quando eu soube dessa notícia da prorrogação, porque já tinha passado o prazo, eu não tinha condições de realmente votar. Mas aí eu me desloquei, vim para cá na tentativa de votar", declarou.

A eleitora disse que, ao chegar no colégio, não encontrou nenhuma urna disponível para voto. "Eu não tenho comprovação de que realmente vim aqui e tentei exercer meu direito como cidadã. Não tive nenhum respaldo em relação a isso, somente foi anotado meu nome", relatou.

Luana teme consequências

Luana ainda destacou estar preocupada com possíveis consequências administrativas relacionadas à sua situação eleitoral. "Eu fiquei sem nenhum respaldo em relação a isso, nem positivo, nem negativo. Estou na dúvida até agora", informou.

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