Política

Em ligação, Trump diz a Lula que EUA não vão interferir nas eleições brasileiras

Donald Trump e Lula - Ricardo Stuckert/PR
Ligação durou cerca de 1h20, presidentes também discutiram tarifas, combate ao crime organizado e conflitos internacionais  |   Bnews - Divulgação Donald Trump e Lula - Ricardo Stuckert/PR
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 22/08/2026, às 12h37



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse para o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que o país não irá intervir nas eleições brasileiras de outubro.

De acordo com informações do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, o líder norte-americano perguntou a Lula sobre como estava o cenário eleitoral no País. 

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O petista respondeu que há vários candidatos na disputa e ressaltou que o sistema eleitoral brasileiro é “muito confiável”.

Após esse momento, Trump teria dito a Lula que os Estados Unidos não irão se envolver nas eleições no Brasil.

A ligação foi feita por Lula diretamente do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. A ligação durou cerca de 1h20 e também tratou do combate ao crime organizado e de conflitos internacionais.

Segundo o Palácio do Planalto, a conversa ocorreu em tom “amistoso e cordial” entre os presidentes e Lula aproveitou o contato para contestar as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para aplicar novas tarifas sobre produtos brasileiros. 

Durante a conversa, Lula disse a Trump que as tarifas prejudicam não apenas o Brasil, mas também os próprios Estados Unidos e defendeu que os dois países mantenham uma relação comercial próxima e que as negociações continuem sendo conduzidas diretamente pelas equipes dos governos.

Lula afirmou que pretende ampliar a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado, mas voltou a rejeitar a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas.

Em maio, o governo dos Estados Unidos classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, medida que desagradou ao governo brasileiro.

Na conversa com Trump, Lula argumentou que as facções provocam violência e medo entre a população, especialmente nas áreas mais pobres, mas não devem ser enquadradas como organizações terroristas.

De acordo com o Palácio do Planalto, Trump se mostrou disposto a ampliar a cooperação entre os dois países na área de segurança pública.

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