Política

Em meio a polêmica, vice do PT evita confronto com Janja e volta a defender irmãos Brazão

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Quaquá pede a criação de comissão de juristas para reavaliar o caso dos irmãos Brazão, alegando falta de provas contra eles  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram

Publicado em 11/01/2025, às 13h40 - Atualizado às 13h40   Cadastrado por Daniel Serrano



O vice-presidente do PT e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, se envolveu em uma polêmica ao longo da última semana. Ele postou uma foto ao lado de familiares dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, apontados como os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e disse que não há provas do envolvimento deles no caso. Por conta do episódio, uma ala do PT estuda expulsá-lo do partido. 

No entanto, em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, Quaquá voltou a defender os irmãos Brazão. Para o petista, é preciso que seja criada uma comissão de juristas para reavaliar o caso e atestar a inocência dos dois. Ele apontou para a necessidade de fazer um “pente-fino” no inquérito realizado pela Polícia Federal (PF) e que a comissão reúna “os melhores juristas do País” para analisar os dois inquéritos. 

O petista reafirmou que “simplesmente não existem provas” contra os irmãos Brazão e tentou associar a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na execução da vereadora, o que não foi citado no relatório da PF.

“Eu peço que juristas sérios revejam o processo para ver se há provas contra os Brazão. Eu sei que as maiores ligações que existem entre o assassino que está sendo beneficiado com a sua própria delação é com a família Bolsonaro”, disse Quaquá, sem apresentar provas.

A publicação feita pelo prefeito de Maricá causou desconforto dentro do PT e foi criticada publicamente pela primeira-dama Rosângela da Silva, a “Janja”, e pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Ambas criticaram a posição dele em favor dos irmãos Brazão. 

Durante a entrevista, Quaquá disse que não responderia Janja por respeito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já sobre Anielle, ele disse: “se há alguém na esquerda que usa a morte da Marielle não sou eu”.

“Eu só acho que em respeito a memória de uma vereadora, negra, de esquerda, que foi brutalmente assassinada, devíamos ir a fundo em busca da verdade. Também não deixar que o assassino tenha regalias e redução de pena por conta de uma delação sem provas”, disse Quaquá.

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