Política

Em Salvador, candidato à presidência dispara contra exploração de petróleo e defende ‘reestatização completa’ da Petrobras

Hertz Dias - Thiago Teixeira/BNews
Candidato do PSTU criticou planos para a Margem Equatorial e afirmou que dividendos pagos a acionistas deveriam ser destinados à pesquisa, energia limpa e setores estratégicos  |   Bnews - Divulgação Hertz Dias - Thiago Teixeira/BNews

Publicado em 05/09/2026, às 09h27   Thiago Teixeira e Eduardo Costa



O candidato à Presidência da República, Hertz Dias (PSTU), cumpre agenda em Salvador neste sábado (5). Em entrevista concedida ao BNews, o presidenciável criticou os planos de exploração de petróleo na Margem Equatorial e defendeu a reestatização completa da Petrobras sob o controle dos trabalhadores.

Segundo ele, insistir na exploração fóssil em áreas de preservação ambiental vai na contramão dos debates mundiais sobre sustentabilidade.

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Nós somos contra a exploração, por exemplo, da Margem Equatorial. Todo mundo está discutindo a transição energética. Nós vamos explorar petróleo na Amazônia? Nós vamos explorar petróleo em Barreirinhas, no Maranhão, que fica próximo dos Lençois Maranhenses, que é uma das maiores maravilhas do mundo?", afirmou.

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Hertz também apontou a distribuição de lucros da estatal a acionistas privados como, segundo ele, um dos entraves para o desenvolvimento nacional. O candidato disse que o volume repassado ao mercado deveria ser revertido em pesquisa, energia limpa e setores de alta tecnologia.

"A Petrobras só em 2023, de dividendos, foram aproximadamente R$ 93 bilhões. Quando a gente está falando de dividendo, a gente está falando daquele valor que os acionistas pegam e mandam para o exterior, eles não reinvestem. Por isso que a economia brasileira está estagnada", disparou.

Além do setor petrolífero, Hertz defendeu a reestatização de áreas estratégicas como energia elétrica, mineração e siderurgia, afirmando que serviços essenciais não podem ser tratados como mercadoria.

"Meu pai ajudou a construir a Petrobras e a minha família não foi consultada se deveria entregar ou não para o capital privado. Serviços públicos não podem ser considerados mercadoria. Nós somos contra a mercantilização de serviços públicos", concluiu.

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