Política

Erika Hilton aciona MPF contra Nikolas Ferreira e dispara: "Espalha mentiras para causar pânico"

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A deputada do PSOL afirma que a narrativa de Ferreira beneficia o crime organizado e causa insegurança financeira.  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 15/01/2026, às 16h41



A deputada federal Erika Hilton (PSOL) acionou o Ministério Público Federal (MPF) contra o deputado Nikolas Ferreira (PL). Para a psolista, o parlamentar teria disseminado fake news sobre as mudanças anunciadas pela Receita Federal na fiscalização das transferências pelo Pix

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Em suas redes sociais, Erika Hilton acusa Nikolas de espalhar mentiras sobre uma taxação do Pix em uma “narrativa que beneficia o crime organizado”. 

“Estou denunciando o deputado Nikolas Ferreira ao Ministério Público Federal por, novamente, espalhar mentiras sobre o Pix para causar pânico, ao mesmo tempo que cria uma narrativa que beneficia o crime organizado”, disse Erika Hilton.

“Não, a Receita Federal não colocará todo mundo na malha fina, o Pix não será fiscalizado para aumentar a taxação sobre os trabalhadores informais e pequenos empreendedores, e muito menos taxado. O que ocorreu foi apenas uma mudança nas instituições que terão que enviar dados de movimentações financeiras para a Receita Federal”, emendou a deputada.

A representação apresentada por Erika Hilton ao MPF se refere a um vídeo publicado por Nikolas Ferreira nas redes sociais na última quarta-feira (14). Nas imagens, o bolsonarista diz que previu o suposto monitoramento do Pix pela Receita Federal em janeiro de 2025.

Na denúncia entregue ao MPF, Erika Hilton diz que a publicação do bolsonarista cria uma “confusão técnica” e um “clima de insegurança” sobre o Pix. 

“Embora a narrativa não mencione diretamente uma ‘taxação do PIX’, ela cria falsa impressão junto à população de que o Governo Federal estaria implementando um programa de ‘monitoramento’ das transações via PIX equiparado a um mecanismo de ‘vigilância ampla’ sobre a ferramenta, como se o PIX fosse uma instituição bancária, em vez de um meio de pagamento operado e regulado por instituições financeiras supervisionadas pelo Banco Central do Brasil”, sustenta.

A Receita Federal também reagiu à publicação feita por Nikolas Ferreira. Em nota, a autoridade fiscal nega as informações de que estaria querendo monitorar movimentações financeiras feitas via Pix para taxar a população. O órgão lembra que a Constituição Federal proíbe taxação de movimentações financeiras. 

"Mentiras desse tipo voltam a circular nas redes sociais com o objetivo de enganar as pessoas e atender aos interesses do crime organizado", diz trecho da nota.

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