Política

Esquerda baiana reage à ofensiva bolsonarista contra a Havaianas: “Cortina de fumaça”

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Boicote da direita contra empresa brasileira virou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais nas últimas horas  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 22/12/2025, às 11h30



Deputados federais baianos da esquerda reagiram à mais recente polêmica envolvendo a direita brasileira. Bolsonaristas se mobilizaram em um boicote contra a marca de sandálias Havaianas. O motivo? Um comercial da empresa brasileira protagonizado pela atriz Fernanda Torres no qual ela afirma não querer que o público comece o ano “com o pé direito”, mas sim “com os dois pés”, o que foi interpretado como uma indireta política.

Entre os aliados de Jair Bolsonaro (PL) que aderiram ao movimento está o seu filho, Eduardo Bolsonaro, e os deputados federais, Nikolas Ferreira (PL-MG) e o baiano Capitão Alden (PL). 

Em contrapartida, a líder da bancada baiana na Câmara, Lídice da Mata (PSB) vê no boicote uma estratégia para encobrir as recentes investigações da Polícia Federal contra os parlamentares bolsonaristas, Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy e as perdas dos mandatos de Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli. 

“A extrema-direita usa a sua fórmula de sempre que é recorrer a cortinas de fumaça para esconder escândalos e derrotas. Isso ocorre na semana em que o filho do ex-presidente é cassado por faltas, na semana em que o líder da oposição é flagrado com uma quantia substancial em espécie e tem seu motorista movimentando mais de R$ 20 milhões. As Havaianas representam a indústria brasileira que gera empregos, renda e exportações. Não é um protesto de pessoas antidemocráticas, com ações nada republicanas que vai abalar uma marca respeitada e consolidada no mercado e tampouco uma atriz do tamanho de Fernanda Torres”, disse a deputada ao BNews

Além de defender a empresa, Ivoneide Caetano (PT) também criticou a incoerência no discurso dos opositores, que na opinião dela, não tem nada de democrático. 

“Boicote político, intimidação econômica e perseguição ideológica não têm nada de democrático. Não aceitaremos que o ódio e a polarização sejam usados para atacar trabalhadores, artistas, comerciantes ou empresas. A democracia se fortalece com diversidade de ideias, não com ameaças. Liberdade não é só discurso: é respeito”, avaliou.

Por meio de suas redes sociais, o veterano Daniel Almeida (PCdoB) lamentou o episódio e ironizou a mais recente preocupação dos bolsonaristas.

“Se a disposição da extrema direita para inventar narrativas de conspiração fosse a mesma para propor pautas relevantes para o povo, o Brasil seria líder mundial em desenvolvimento. É uma pena para o país que a maior preocupação dos conservadores seja um comercial das Havaianas”, escreveu no X, antigo Twitter.

Até o momento, a Havaianas não emitiu qualquer posicionamento sobre o caso.

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