Política

Ex-presidente da ABI diz que entidade pode fechar as portas: 'Não há mais tempo'

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Ex-dirigente afirma que impasse com Prefeitura pode inviabilizar funcionamento da ABI  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais/ABI
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 09/04/2026, às 18h25 - Atualizado às 18h54



A crise financeira enfrentada pela Associação Bahiana de Imprensa ganhou um novo capítulo após declaração pública do ex-presidente da entidade, Ernesto Marques, que fez um alerta direto sobre o risco de colapso da instituição.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Marques afirmou que a ABI pode não conseguir manter suas atividades nos próximos meses caso não haja uma solução para o impasse com a Prefeitura de Salvador, que ocupa parte do Edifício Ranulfo Oliveira, principal ativo financeiro da entidade.

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O ex-dirigente destacou que, ao longo de sua gestão, evitou recorrer à Justiça por considerar o diálogo o caminho mais eficaz. Segundo ele, esse cenário mudou diante da ausência de avanços concretos. "A gente sabe como é o tempo da Justiça. Eu apostei no diálogo, na confiança, na tentativa de resolver como qualquer questão de gestão pública. Mas esse tempo acabou", disse.

O tempo da boa-fé, do entendimento e do consenso se esgotou. A ABI não tem mais esse tempo

A fala ocorre após a repercussão de informações sobre uma possível ação de despejo contra o município, hipótese negada oficialmente pela atual diretoria da entidade, presidida por Suely Temporal. Segundo a gestão, não houve qualquer deliberação nesse sentido.

Mesmo assim, Marques defende que a gravidade da situação exige medidas mais firmes. "Dentro de poucos meses, não vai ser possível honrar os compromissos mais elementares. A Prefeitura está empurrando a ABI para uma situação limite", afirmou.

Entre os impactos, estão o fechamento do Museu de Imprensa desde dezembro de 2023 e a interrupção do atendimento da Biblioteca Jorge Calmon.

"Sem condições de fazer mais nada. Projetos parados, espaços fechados. Se isso acontecer, não será com meu silêncio", declarou.

A entidade reconhece a existência de um conflito contratual com a Prefeitura, envolvendo valores e cláusulas do acordo de ocupação do imóvel, mas mantém o diálogo como prioridade e descarta, por ora, a judicialização.

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