Política

Felipe Freitas defende investigação sobre morte de jovem durante operação em Valéria

Devid Santana / BNews
Felipe Freitas defendeu que seja feita uma investigação  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNews

Publicado em 12/05/2026, às 11h48 - Atualizado às 12h07   Alex Lopes e Rebeca Santos



A Universidade Senai Cimatec, localizada na Avenida Orlando Gomes, no bairro de Piatã, sediou nesta terça-feira (12) um encontro nacional voltado ao fortalecimento da segurança pública.

O evento, promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), conta com a parceria da Polícia Civil, do Tribunal de Justiça e do Ministério Público do Estado da Bahia. 

Em entrevista para o BNews, o secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Filipe Freitas, abordou os desafios do combate ao crime organizado nas comunidades periféricas. 

“O crime organizado é um problema que definitivamente não está apenas nas comunidades periféricas. Ele está em todo o Estado. Me arriscaria a dizer, inclusive, que as comunidades periféricas são vítimas do crime organizado e não é lá que se encontra nem o centro de organização, nem os benefícios financeiros que isso gera para os mercados ilegais”, afirmou.

Questionado sobre tentativas de descredibilizar o trabalho dos direitos humanos, associando-os à defesa de criminosos, Filipe Freitasdefiniu como uma visão “deturpada sobre o que são direitos humanos”..

“Tem havido na sociedade, ao longo do tempo, uma visão muito deturpada sobre o que são direitos humanos, tratando como se eles dissessem respeito a uma parcela da população ou um grupo específico da sociedade, e não a todas as pessoas. Eu tenho dito sempre que os direitos humanos são o império da lei e o império da igualdade”, declarou.

Freitas também comentou o recente episódio no bairro de Valéria, que resultou na morte de um policial, de um morador e de um traficante. Ele classificou a agressão a um profissional de segurança pública como uma “tragédia ainda maior”.

“Sempre que a gente tem um trabalhador, na sua atividade de trabalho, sendo vítima de alguma forma de violência, você tem uma tragédia muito séria. Se isso se refere a um representante do Estado, a um representante armado do Estado, que é um profissional de segurança pública, essa tragédia é ainda maior”, pontuou.

Sobre a morte do jovem morador, que gerou mobilização na comunidade, o secretário defendeu que seja feita uma investigação. 

“É preciso sempre que, nesses momentos, a gente aprofunde o nosso debate sobre como a gente vai manter uma ação implacável no combate ao crime, preservando a vida das comunidades e gerando o menor impacto possível para os trabalhadores e trabalhadoras que não podem ser vítimas de violência e nem ser impactados negativamente por uma ação do Estado na comunidade.”

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