Política

Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil e viajaria aos EUA em avião particular

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Flávio Bolsonaro teria cruzado a fronteira com a Argentina e viajaria aos Estados Unidos em jato particular após afirmar que a Justiça proibiu sua saída do Brasil  |   Bnews - Divulgação Infobae
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 27/10/2026, às 08h29 - Atualizado às 08h33



Após as eleições, o senador Flávio Bolsonaro (PL) teria deixado o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcaria em um avião particular com destino aos Estados Unidos na madrugada desta terça-feira (27). A informação foi publicada pelo portal argentino Infobae.

A possível viagem ocorre após o parlamentar afirmar que a Justiça determinou a entrega de seus passaportes e o proibiu de sair do país. Segundo o site, Flávio teria cruzado a fronteira com a Argentina utilizando a carteira de identidade. De Puerto Iguazú, na província de Misiones, ele viajaria em uma aeronave Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A.

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A decolagem estava prevista para as 2h desta terça-feira, no horário local. Conforme informações obtidas pelo veículo argentino, a empresa solicitou os procedimentos alfandegários e migratórios para quatro passageiros e três tripulantes.

Avião particular pertence a empresa argentina

A aeronave está registrada na Argentina desde 25 de setembro de 2020, em nome da Baires Fly S.A. Fabricado em 2004 pela Gulfstream Aerospace, o jato tem capacidade para 14 passageiros, dois motores Rolls-Royce Tay e autonomia estimada entre 7 mil e 7,8 mil quilômetros.

Antes de receber a matrícula argentina LV-JQW, o avião utilizou registros dos Estados Unidos e do México.

Flávio Bolsonaro diz que foi proibido de sair do Brasil

Na segunda-feira (26), Flávio Bolsonaro afirmou que agentes da Polícia Federal (PF) o abordaram quando ele saía da casa do pai, em Brasília, para comunicar uma decisão atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirmou que recebeu a ordem de entregar os passaportes na rua e que também estava proibido de deixar o país.

A restrição estaria relacionada a uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz, que também é citado em apurações sobre movimentações financeiras no setor de apostas.

Flávio afirmou que a decisão judicial teria sido tomada na noite de domingo (25), após sua derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.

Senador é alvo de duas investigações

Flávio Bolsonaro também é investigado por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas ao financiamento do filme biográfico sobre seu pai, intitulado Dark Horse.

Uma segunda investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Willer Tomaz, advogado e amigo próximo do senador. As apurações foram reveladas pelos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo às vésperas do segundo turno. Flávio nega irregularidades nos dois casos.

O Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal não haviam respondido imediatamente aos questionamentos sobre o caso, segundo o relato publicado pelo Infobae.

Senador promete contestar decisão

No vídeo divulgado na segunda-feira, Flávio Bolsonaro questionou a medida judicial e fez referência a declarações do irmão, Eduardo Bolsonaro, ex-deputado que mora nos Estados Unidos, sobre a possibilidade de deixar o Brasil caso perdesse as eleições. Flávio também afirmou que pretende organizar a oposição ao governo de Lula.

PF acionada autoridades vizinhas

A Polícia Federal (PF) brasileira entrou em contato com autoridades da Argentina, na manhã desta terça-feira, para checar se o senador viajou para o exterior por meio de algum aeroporto do país vizinho, segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

Segundo o colunistas, fontes da cúpula da PF afirmaram que Flávio não passou por nenhum ponto regular de migração brasileira nas últimas horas. Fontes da corporação admitem, porém, que haveria como o senador cruzar a fronteira sem passar por fiscalização.

Aliado nega

À coluna de Gadelha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio, negou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tenha deixado o Brasil. “Não saiu”, disse Marinho.

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