Política

Joice Hasselmann alertou sobre suposta fuga de Flávio Bolsonaro antes de senador ser apontado em viagem aos EUA

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Ex-deputada afirmou que senador teria um jatinho fretado para a Flórida; após derrota eleitoral, Infobae noticiou possível viagem, enquanto a Polícia Federal consultou autoridades argentinas  |   Bnews - Divulgação Reprodução / YouTube
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 27/10/2026, às 09h09 - Atualizado às 09h10



A ex-deputada federal Joice Hasselmann afirmou, na última sexta-feira (23), que Flávio Bolsonaro (PL) teria um plano para deixar o Brasil caso perdesse as eleições presidenciais.

Quatro dias depois, nesta terça-feira (27), o portal argentino Infobae publicou que o senador teria cruzado a fronteira com a Argentina e viajaria aos Estados Unidos em um avião particular.

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A Polícia Federal (PF) entrou em contato com autoridades argentinas para verificar se o parlamentar deixou o país, enquanto o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio, negou a viagem.

Joice afirmou que haveria um jatinho fretado para levar o senador à Flórida, nos Estados Unidos, caso ele fosse derrotado no segundo turno pelo presidente Lula, realizado no domingo (25). Na ocasião, a ex-deputada também declarou acreditar que Flávio seria preso se permanecesse no Brasil, mas não apresentou provas sobre o suposto fretamento da aeronave.

“Lembre-se de uma informação: existe um jatinho fretado para Flávio Bolsonaro no dia 25 com plano de rumo à Flórida. Ele sabe que vai ser preso se ficar no Brasil”, afirmou Joice.

Flávio Bolsonaro teria viajado pela Argentina

Segundo o Infobae, Flávio Bolsonaro teria cruzado a fronteira argentina utilizando a carteira de identidade e embarcaria em Puerto Iguazú, na província de Misiones, em um jato particular com destino aos Estados Unidos.

A aeronave citada na reportagem é um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A. A decolagem estava prevista para as 2h desta terça-feira, no horário local.

De acordo com o veículo argentino, a companhia solicitou os procedimentos alfandegários e migratórios para quatro passageiros e três tripulantes. A reportagem, porém, não apresentou confirmação independente de que Flávio estivesse entre os passageiros.

A possível viagem ganhou repercussão depois que o senador afirmou, na segunda-feira (26), que agentes da Polícia Federal o abordaram ao sair da casa do pai, em Brasília, para comunicar uma decisão atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Flávio, ele teria sido obrigado a entregar os passaportes e proibido de deixar o Brasil.

PF consultou autoridades argentinas

Conforme a coluna do jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, a Polícia Federal brasileira entrou em contato com autoridades da Argentina na manhã desta terça-feira para verificar se Flávio Bolsonaro viajou ao exterior por algum aeroporto do país vizinho.

Fontes da cúpula da corporação informaram, segundo a coluna, que o senador não passou por nenhum ponto regular de migração brasileiro nas últimas horas. Integrantes da PF também admitiram a possibilidade de ele ter cruzado a fronteira sem passar por fiscalização.

Rogério Marinho nega saída do senador

Rogério Marinho, senador pelo Rio Grande do Norte e coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro, negou que o parlamentar tenha deixado o Brasil. Questionado pela coluna de Igor Gadelha, ele respondeu: “Não saiu”.

Até o momento das informações fornecidas no briefing, não havia confirmação oficial de que Flávio Bolsonaro tivesse embarcado para os Estados Unidos.

Joice também fez acusação sobre suposta tentativa de homicídio

Em outra declaração, Joice Hasselmann acusou o ex-presidente Jair Bolsonaro de ser o mandante de uma suposta tentativa de homicídio contra ela, em 2021. A afirmação foi feita em entrevista ao Brasil 247.

Na ocasião, a ex-deputada também anunciou apoio formal ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), poucos dias antes do segundo turno das eleições.

Ao relembrar sua trajetória política, Joice citou sua eleição como a deputada federal mais votada de São Paulo em 2018 e sua passagem pela liderança do governo no Congresso Nacional.

“No primeiro ano do governo Bolsonaro, minhas esperanças de um país melhor foram embora. Eu vi o clã por dentro. Eu errei em ajudar, mas não poderia ficar de braços cruzados”, afirmou a ex-parlamentar.

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