Política

Jerônimo reage a suspeita de fuga de Flávio Bolsonaro e cita possível informação sigilosa de Moraes

Devid Santana (Bnews) / Carlos Moura (Agência Senado)
Governador da Bahia comentou decisão atribuída a Alexandre de Moraes e afirmou que ministro pode ter informações sigilosas sobre o caso; viagem do senador ainda não foi confirmada  |   Bnews - Divulgação Devid Santana (Bnews) / Carlos Moura (Agência Senado)
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 27/10/2026, às 09h07



O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou nesta terça-feira (27) a suspeita de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tenha deixado o Brasil após uma decisão atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em entrevista ao programa Jornal da Bahia no Ar, da Rádio Metrópole FM, comandado por Mário Kertész, o petista afirmou acreditar que a medida judicial tenha algum fundamento, mas ressaltou que não sabe se o parlamentar realmente viajou para o exterior.

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“A decisão do Alexandre tem algum tipo de embasamento. Ele não faria isso só pelo fato de ser Flavio o derrotado, ele tem algum motivo. É um ministro da suprema Corte”, declarou Jerônimo durante a entrevista.

Na sequência, o governador levantou a possibilidade de o magistrado ter acesso a informações que ainda não são públicas, sem afirmar que esse seria o motivo da decisão.

“Eu não sei qual foi a decisão, mas ele deve ter alguma informação sigilosa, quem sabe uma informação dessa chegou. Não estou dizendo que ele viajou, não sei”, completou.

Suspeita de viagem aos Estados Unidos

A declaração de Jerônimo ocorre em meio a informações divulgadas pelo portal argentino Infobae, segundo as quais Flávio Bolsonaro teria cruzado a fronteira do Brasil com a Argentina e estaria prestes a embarcar em um avião particular com destino aos Estados Unidos.

Infobae
Flávio Bolsonaro teria cruzado a fronteira com a Argentina e viajaria aos Estados Unidos em jato particular após afirmar que a Justiça proibiu sua saída do Brasil - Divulgação Infobae


Conforme a publicação, a possível viagem ocorreria na madrugada desta terça-feira (27), a partir de Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones. A aeronave citada é um jato Gulfstream G400, registrado sob a matrícula LV-JQW e pertencente à empresa argentina Baires Fly S.A.

A informação, no entanto, não confirma por si só que o senador tenha embarcado ou chegado aos Estados Unidos.

Flávio diz que foi proibido de deixar o país

Na segunda-feira (26), Flávio afirmou que agentes da Polícia Federal o abordaram quando ele saía da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Segundo o senador, os policiais comunicaram uma decisão atribuída a Alexandre de Moraes que determinaria a entrega de seus passaportes e o proibiria de deixar o Brasil.

A restrição estaria relacionada a uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz, que também é citado em apurações sobre movimentações financeiras no setor de apostas.

Flávio afirmou que a decisão teria sido tomada na noite de domingo (25), após sua derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. O senador também é investigado por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas ao financiamento do filme biográfico sobre o pai, intitulado Dark Horse. Ele nega irregularidades nos casos.

Polícia Federal busca informações na Argentina

Diante das notícias sobre a possível saída do senador, a Polícia Federal brasileira entrou em contato com autoridades argentinas na manhã desta terça-feira para verificar se Flávio teria viajado ao exterior por algum aeroporto do país vizinho, segundo informações da coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

Fontes da cúpula da PF citadas pela coluna afirmaram que o senador não passou por nenhum ponto regular de migração brasileiro nas últimas horas. Ainda segundo os relatos, haveria a possibilidade de cruzar a fronteira sem passar por fiscalização migratória.

Por outro lado, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio, negou que o parlamentar tenha deixado o país. Questionado pela coluna de Igor Gadelha, ele afirmou: “Não saiu”. Até o momento, as informações apresentadas não confirmam a suposta viagem.



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