Política

EXCLUSIVO: Gabinete do vereador Maurício Trindade é intimação da Polícia Civil; saiba motivo

Debora Marques/BNews
Ação da Polícia Civil ocorreu nesta sexta-feira (14)  |   Bnews - Divulgação Debora Marques/BNews
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 14/03/2025, às 17h41 - Atualizado às 18h09



O gabinete do vereador Maurício Trindade (PP) foi alvo de uma intimação da Polícia Civil nesta sexta-feira (14). De acordo com o edil, a medida ocorreu após as autoridades encontrarem receitas em que ele prescreve a pacientes o uso do canabidiol (CBD).

"É uma medicação legalizada no mundo todo e no Brasil. Já passou por Brasília. É vendido normalmente nas farmácias de Salvador, mas por ser uma medicação cara, a secretaria de governo só vendem sob ordem judicial. Não é todo médico que pode passar. Nós encaminhamos [as receitas] para algumas associações para entrar na Justiça para que as secretarias de governo liberem a medicação", afirmou o vereador em entrevista ao BNews.

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De acordo com o vereador, a diligência da Polícia Civil teve início após uma pessoa, que não teve identidade revelada, que possui uma entidade vinculada a questões jurídicas para a liberação de receitas de canabidiol, passar a ser investigada pelas autoridades. 

“Médico nenhum não tem nada a ver se o maior fornecedor do governo tem envolvimento com outras coisas. O remédio não tem relação com a droga”, pontuou. 

A Polícia Civil foi procurada, mas até o fechamento da matéria, não houve retorno.

Maurício Trindade, que é médico, destacou ainda que, em Salvador, um projeto de lei do vereador André Fraga, autorizou a distribuição gratuita de cannabis medicinal pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

"É uma medicação importantíssima para crianças que têm microcefalia, autismo, epilepsia, dores crônicas, fibromialgia. Nenhum médico tem envolvimento com outras coisas da secretaria que não dizem respeito. [...] Esse público fica sem poder a medicação porque a Justiça fica um ano para entregar a medicação. A mesma planta que faz o remédio, um derivado dessa planta o pessoal uso para a maconha. [...] Nós como médicos temos que defender e brigar [pelo uso da medicação]. É preciso acelerar essa discussão para a distribuição", acrescentou. 

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