Política

Governador defende ação da polícia após operação com mais de 120 mortos: "Compatível com as ameaças enfrentadas"

Divulgação / Governo RJ
Dados oficiais indicam 121 vítimas fatais, incluindo 117 opositores e 4 policiais, além de apreensões de drogas e armas.  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Governo RJ
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 03/11/2025, às 19h46 - Atualizado às 19h46



O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), apresentou nesta segunda-feira (3), respostas ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a megaoperação na capital fluminense, na última terça-feira (28), contra integrantes do Comando Vermelho (CV) e que deixou mais de 120 mortos.

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Castro encaminhou a manifestação ao STF após o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo conhecido como ADPF das Favelas, solicitar ao governador esclarecimentos sobre a operação. 

Na manifestação, Castro disse que o “nível de força” usado durante a incursão dos agentes foi “compatível” com as ameaças enfrentadas.

“Diante desse contexto, o nível de força adotado pelas equipes policiais mostrou-se compatível com as ameaças letais enfrentadas e limitou-se à dotação institucional padrão: fuzis semiautomáticos de uso policial, pistolas semiautomáticas, armas de menor letalidade quando aplicáveis e viaturas blindadas destinadas à proteção e à mobilidade tática”, diz trecho do documento. 

Ainda de acordo com o governador fluminense, muitos dos criminosos usavam  vestes camufladas para dificultar a identificação. Além disso, os criminosos portavam armas de grosso calibre, como fuzis, armas de alta potência e drones.

“Esse paralelo evidencia que, na realidade atual, as capacidades técnicas e os armamentos das forças policiais, em muitos aspectos, se mostram em desvantagem frente a organizações criminosas de perfil paramilitar, de modo que o uso proporcional da força (ainda que intenso) é legítimo e necessário para restabelecer a ordem e preservar vidas”, afirma outro trecho do documento. 

Dados oficiais do governo do Rio de Janeiro apontam para 117 “opositores neutralizados”, ou seja, mortos, e outros quatro policiais mortos, totalizando 121 vítimas fatais. Além disso, 99 pessoas foram presas/apreendidas, sendo 17 por meio de mandado e outras 82 em flagrante. Também foram apreendidas 122 armas, 15 veículos, duas toneladas de maconha e 22 kg de cocaína.

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