Política

Governo Lula ainda não tem consenso sobre legalização dos jogos de azar

Ricardo Stuckert / PR
Enquanto alguns ministérios veem benefícios na legalização dos jogos, outros alertam para os riscos sociais e vícios associados.  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert / PR

Publicado em 09/07/2025, às 09h38 - Atualizado às 09h39   Cadastrado por Daniel Serrano



O governo Lula não chegou a um consenso sobre o apoio ao projeto de legalização dos jogos de azar, que teve a sua apreciação adiada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), nesta última terça-feira (8). As informações são da coluna de Paulo Cappelli, no site Metrópoles. 

A proposta pretende autorizar a instalação de cassinos em polos turísticos e complexos integrados de lazer e descriminalizar o jogo do bicho, proibido desde 1946.

De acordo com a publicação, os ministérios da Fazenda e do Turismo são os que veem a legalização dos jogos de azar com bons olhos. O entendimento é de que a medida pode  ampliar a arrecadação federal e impulsionar o setor turístico.

Por outro lado, ministérios da área social, como da Saúde e do Desenvolvimento Social,  demonstraram preocupação com os impactos da medida. As pastas alertam para os riscos associados ao vício em jogos e a possibilidade de a renda de famílias beneficiárias do Bolsa Família serem afetadas.

Em junho de 2024, o presidente Lula garantiu que sancionaria a proposta caso ela seja aprovada pelo Congresso.

“Sempre achei que o jogo do bicho era o que mais distribuía dinheiro. O cara acorda de manhã e vai apostar. Isso é considerado uma contravenção, proibido. Mas e a jogatina que tem hoje na televisão? No esporte? Criança com celular na mão fazendo aposta o dia inteiro? Quem segura isso?”, disse o presidente na ocasião.

Além dos membros do governo, a legalização de bingos e cassinos encontra resistência de parlamentares ligados à bancada evangélica e de senadores ligados a pautas conservadoras. Líderes evangélicos divulgaram uma carta no último dia 2 de julho em que prometem “dedurar” os parlamentares que votassem a favor da proposta.

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