Política
por Anderson Ramos
Publicado em 03/11/2025, às 09h30
O presidente Lula (PT) não deve não deve fazer grandes gestos antes de oficializar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Auxiliares preveem que Lula tenha apenas uma conversa com o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nome preferido da cúpula da Casa. A ideia é que se Pacheco for convencido a desistir e propagar aos seus pares que aceita a indicação de Messias, as resistências serão dissipadas, segundo informações de O Globo.
Um petista com trânsito no Senado reconhece que as dificuldades para aprovar o advogado-geral da União serão maiores do que seria com Pacheco, caso Lula cedesse e o escolhesse. Essa liderança, porém, não acredita na rejeição de Messias.
No partido de Lula também é descartada a possibilidade de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defensor número um de Pacheco no Supremo, comece a retaliar o Planalto. Para o aliado do governo, não faria sentido Alcolumbre entrar numa guerra em que não teria nada a ganhar. Isso porque em caso de eventual rejeição ao seu indicado, Lula, dado o seu histórico, não capitularia e trocaria o escolhido.
Recondução de Gonet
Outro teste de fogo está marcado para o governo no Senado. No próximo dia 12, a Casa vai sabatinar Paulo Gonet para a sua recondução ao comando da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Parte dos parlamentares avalia que o desempenho do governo nessa votação servirá como termômetro político ao nome que for enviado ao Supremo. A interlocutores, Gonet vem afirmando ter a convicção de que razões institucionais republicanas haverão de prevalecer, como tem ocorrido nas deliberações do Senado.
A intenção é evitar que uma derrota na PGR contamine a disputa pela cadeira na Corte.
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