Política

Grupo ligado a investigados pelos atos golpistas planeja ato para contrapor governo e STF; entenda

Marcelo Camargo / Agência Brasil
O Palácio do Planalto e a Suprema Corte vão realizar uma cerimônia nesta quarta-feira (8) para lembrar do 8 de janeiro de 2023  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo / Agência Brasil

Publicado em 07/01/2025, às 11h03   Cadastrado por Daniel Serrano



Uma associação ligada aos familiares e envolvidos nos atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023 está organizando um evento em resposta à cerimônia que vem sendo planejado pelo governo do presidente Lula e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que vai acontecer nesta quarta-feira (8). A informação é do blog de Caio Junqueira, na CNN Brasil.

De acordo com a publicação, o grupo estuda realizar uma live intitulada “08 de janeiro: 2 anos de farsa”, que deverá ser dividida em oito temas:

  1. Atualização do número de julgamentos. Segundo levantamento da própria associação, e confirmado pelo STF, hoje há: Ações penais abertas: 1.552; Condenações: 371 Acordos de Não Persecução Penal (ANPPs): 527; Absolvições: quatro; Ações por crimes simples (incitação ao crime ou associação criminosa): 1.093; Julgadas: 147; Ações por crimes graves: 459; Julgadas: 228, quatro absolvidos; Presos provisórios: 78; Presos definitivos: 70;
  2. Nulidades e irregularidades nos processos de 8/1;
  3. Casos concretos mais sensíveis, como de presos doentes e que morreram;
  4. Reflexos do 8/1 nos Estados Unidos;
  5. Missões e denúncias internacionais. O andamento das denúncias internacionais feitas na Organização dos Estados Americanos;
  6. A situação dos refugiados na Argentina e em outros países;
  7. Sofrimento físico e psicológico das famílias das vítimas do 8/1;
  8. Projeto de lei de anistia às vítimas do 8/1. Debate com parlamentares. Confirmaram presença os senadores: Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES) e os deputados Marcel Van Hatten (Novo-RS), Bia Kicis (PL-DF), Julia Zanatta (PL-SC) e Rodrigo Valadares (União-SE).

O advogado da associação, Ezequiel Silveira, disse que a ideia do evento é “não deixar passar em branco a data”. O jurista afirmou ainda que “o governo e o STF vão tentar fortalecer a narrativa deles” e grupo vai promover um “contraponto” os processos que, segundo Silveira, “contém abusos e irregularidades” e que a justificativa do “consórcio entre STF e Planalto” de defender a democracia “está acabando com a democracia”.

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