Política

Jatinho usado por Flávio Bolsonaro para ir aos EUA pertence a empresa ligada a aliado de Milei investigado por corrupção

Divulgação e Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro
Baires Fly é suspeita de integrar esquema envolvendo contratos públicos na Argentina; jatinho fez escala no Equador antes de chegar a Miami  |   Bnews - Divulgação Divulgação e Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 28/10/2026, às 12h42



O jatinho de luxo utilizado pelo candidato derrotado à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), para entrar nos Estados Unidos nesta quarta-feira (28) pertence a uma empresa ligada ao empresário Sergio Mastropietro, aliado do presidente argentina, Javier Milei, e suspeito de integrar um esquema de lavagem de dinheiro desviado da Agência Nacional de Deficiência (Andis) do país vizinho. A informação foi divulgada inicialmente pelo Uol.

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Flávio chegou aos EUA com um avião da empresa Baires Fly. A aeronave Gulfstream G400 tem capacidade para 14 pessoas e partiu do aeroporto de Puerto Iguazú, na fronteira da Argentina com o Brasil, para Guayaquil, no Equador, de onde seguiu para Miami, nos Estados Unidos.

De acordo com o Uol, as investigações na Argentina apontam que a empresa teria recebido transferências de fornecedores beneficiados por contratos públicos do governo de Javier Milei.

A companhia teria emitido notas fiscais por supostos serviços aeronáuticos para justificar os recebimentos.

Essas acusações afetaram o governo Milei pelo suposto envolvimento da irmã do presidente argentino, Karina Milei, que atua como secretária-geral da Presidência. 

Ela foi apontada como uma possível beneficiária de valores cobrados de indústrias farmacêuticas para o fornecimento de medicamentos à associação para pessoas com deficiência.

O dono oficial da Baires Fly é Luis Grande, porém, a Justiça argentina investiga se a companhia poderia ter como líder principal o empresário Sergio Mastropietro.

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