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Jerônimo sanciona lei que cancela empréstimo milionário a banco envolvido no escândalo do Master

Devid Santana / BNews - Divulgação
Com a sanção, a operação de crédito será feita pelo Banco do Brasil  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNews - Divulgação
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 28/05/2026, às 09h44



O governador Jerônimo Rodrigues (PT) sancionou a lei que autoriza a gestão estadual a substituir o banco contratado responsável por realizar um empréstimo de R$ 200 milhões.

O projeto foi aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) na última terça-feira (26). Com a mudança promovida pela proposta, o Banco do Brasil passa a ser a instituição financeira credora da operação.

O valor obtido pelo empréstimo será destinado a investimentos nas áreas de infraestrutura para o desenvolvimento e mobilidade urbana, previstos no orçamento do Estado, e serão aplicados exclusivamente em despesas de capital.

Na lei original, sancionada pelo então governador Rui Costa (PT) em dezembro de 2021, a operação seria feita junto ao Banco de Brasília (BRB). Na quarta-feira (27), a Polícia Federal (PF) concluiu que o BRB participou das fraudes do Banco Master

Segundo as investigações, os gestores do banco estatal permitiram a compra de carteiras falsas com aporte de R$ 12 bilhões mesmo com indícios de irregularidades.

Risco de liquidação

Sugado pela crise do Master, o BRB corre um sério risco de ser alvo de uma nova liquidação do Banco Central (BC), processo no qual a instituição financeira é impedida de continuar suas atividades. 

Na tentativa de impedir a medida, o governo do Distrito Federal - que é detentor do BRB - e a União tentam fechar um acordo no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (28), às 10h.

As negociações iniciaram na última terça-feira (26) durante uma audiência de conciliação conduzida pelo ministro Luiz Fux. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, justificou as negociações para salvar o BRB, alegando que esta é a solução para evitar a liquidação do BRB, que poderia custar R$ 17 bilhões aos cofres públicos.

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