Política

Lula defende soberania do país e diz que Brasil e ele não abaixam a cabeça; assista

Devid Santana / BNews
Lula cumpriu agenda em Camaçari nesta quinta-feira onde visitou a fábrica da Fafen  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNews

Publicado em 14/05/2026, às 19h56 - Atualizado às 20h47   Bernardo Rego e Matheus Simoni



O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu agenda na Bahia nesta quinta-feira (14). Ele visitou as instalações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-BA), em Camaçari, que retomou as operações após muitos anos parada. Durante seu discurso onde estava rodeado de lideranças políticas, Lula defendeu a soberania do Brasil e disse que consegue conversar de igual para igual com qualquer potência econômica do mundo.

"Nada é mais importante para o país do que a gente ser dono do nariz. [...] a gente começar a sentar na frente do presidente Trump e dizer para ele: "Eu vim aqui discutir tudo que os americanos puderam dentro do Brasil. Menos democracia e soberania, porque isso é coisa nossa. Quer discutir crime organizado? Estamos preparados. Quer discutir minerais críticos e terras raras? Estamos preparados. Quer discutir comércio? Estamos preparados. Quer discutir qualquer coisa? Estamos preparados", afirmou.

"Agora o que nós não aceitamos é ser tratado melhor do que ninguém. Porque eu aprendi desde pequeno: "Não baixa a cabeça, meu filho, porque se você baixa a cabeça, eles colocam uma cangaia e você nunca mais levanta a cabeça", disparou Lula.

"E eu ando de cabeça erguida, não de presunção, de orgulho de ser o que eu sou, de orgulho de ser presidente desse país. Orgulho de dizer que a gente tem capacidade de ser competitivo em muitas áreas. Nós não queremos guerra fria entre Estados Unidos e China. Nós não queremos uma segunda guerra fria. Até 2008, até 2008, os Estados Unidos foram o mais importante parceiro comercial do Brasil. A partir de 2008 entrou a China. E hoje a China é dono do comércio com os Estados Unidos. Porque o Brasil tem preferência não, não se se trata de preferência, se trata que a China teve interesse de fazer investimento no Brasil e os Estados Unidos não teve. A Europa parou de investir", acrescentou.

Agora que a Europa voltou a investir 190 bilhões até 2030 na indústria automobilística. E depois de 25 anos, agora nós teremos um acordo com a União Europeia de Comércio. Então, o que existe na verdade, gente, é o seguinte: o Brasil tem tamanho e tem grandeza para falar em igualdade de condições com o Xi Jinping (presidente da china). O Brasil tem também grandeza para falar igualdade de condições com o presidente Trump", esclareceu Lula.

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