Política

Lula denuncia "matança" na operação que matou 121 pessoas no RJ

Agência Brasil
Cláudio Castro, governador do Rio, defende a operação, alegando que as únicas vítimas foram os policiais envolvidos.  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 04/11/2025, às 14h34 - Atualizado às 14h35



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não poupou críticas à operação policial que aconteceu no dia 28 de outubro, no Rio de Janeiro, que matou 121 pessoas, sendo quatro policiais. Em entrevista à Associated Press e à Reuters nesta terça-feira (4), o petista disse que houve uma "matança" na ação. 

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"Vamos ver se a gente consegue fazer essa investigação. Porque a decisão do juiz era uma ordem de prisão, não tinha uma ordem de matança, e houve matança", disse o presidente.

Ainda de acordo com Lula, o governo está articulando para que legistas da Polícia Federal participem da investigação sobre as mortes ocorridas durante a atividade policial. 

"O dado concreto é que a operação, do ponto de vista da quantidade de mortes, as pessoas podem considerar um sucesso, mas do ponto de vista da ação do Estado, eu acho que ela foi desastrosa", prosseguiu Lula, ainda durante a conversa com agências internacionais.

A repercussão 

No dia seguinte à operação, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), disse que a operação "foi um sucesso" e que as únicas vítimas foram os quatro policiais que morreram nos confrontos.

Já no último domingo (2) o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o governo do Rio de Janeiro preserve "todos os elementos materiais" relacionados à operação policial, "como perícias e respectivas cadeias de custódia".

O objetivo da preservação desses elementos é possibilitar "o exercício do controle e averiguação" da atuação policial pelo Ministério Público, devendo ser garantido o acesso da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro a esses elementos".

A decisão de Moraes atendeu a um pedido da Defensoria Pública da União (DPU) feito na quinta-feira (30).

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