Política

Lula reage a provocações do governo Trump: “Não estão tratando com uma republiqueta de banana”

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Ameaças dos EUA se intensificaram nesta semana, com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram - Ricardo Stuckert - PR
Redação

por Redação

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Publicado em 11/09/2025, às 21h53



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu aos recentes ataques do governo Donald Trump ao Brasil. As ameaças norte-americanas se intensificaram nesta semana, com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão por participação numa tentativa de golpe de Estado, nesta quinta-feira (11).

“Não temo (novas sanções). As acusações contra o Brasil são todas falsas e o presidente Trump sabe disso. Não tem déficit comercial, é arrogância dele não querer que a Justiça brasileira julgue alguém que cometeu um crime, o presidente de um país não pode ficar interferindo nas decisões de outro país soberano. Se ele vai tomar outras atitudes, é um problema dele”, disse Lula em entrevista à Band na manhã de hoje, antes da condenação de Bolsonaro.

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Houve reação dos EUA após a condenação de Bolsonaro. Trump disse que foi “surpreendido” com o resultado do julgamento. “É muito parecido com o que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram”, disse a repórteres.

Já o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, foi mais contundente ao comentar o caso. Em uma publicação nas redes sociais ele afirmou que o seu país vai "responder adequadamente" ao que ele definiu como "caça às bruxas", e acusou o ministro Alexandre de Moraes de ser um "violador de direitos humanos".

Lula afirmou ainda que irá evitar responder à porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que afirmou nesta semana que o governo Trump está disposto a "usar meios militares" para "proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo" em referência a uma eventual condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Os EUA precisam saber que não estão tratando com uma republiqueta de banana. Não tenho preocupação porque não posso levar muito a sério a posição de um porta-voz”, completou Lula.

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