Política
Publicado em 10/05/2025, às 16h34 Rebeca Santos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) justificou sua viagem à Rússia e a reunião com Vladimir Putin, classificando as críticas à sua participação no desfile militar que celebrou os 80 anos do fim do nazismo como "exploração política".
A ida de Lula a Moscou e o diálogo com o líder russo foram alvo de questionamentos tanto no Brasil quanto internacionalmente. Autoridades ucranianas, por exemplo, declararam que o chefe de Estado brasileiro não teria mais legitimidade para intermediar negociações de paz entre Rússia e Ucrânia.
Além disso, parte da oposição no Brasil criticou o fato de o presidente ter participado da parada do dia da vitória ao lado de vários ditadores, como Nicolás Maduro, da Venezuela, e Aleksandr Lukashenko, de Belarus.
“Eu não vejo qual é a crítica que se possa fazer a um país que perdeu 26 milhões de jovens (durante a Segunda Guerra Mundial) fazer a comemoração que foi feita”, disse ele.
“A posição do Brasil é muito, mas muito, muito sólida. Ou seja, independente de eu ter vindo aqui, independente de eu ir à China, independente de eu ir à Argentina, independente de eu ir a qualquer país, a nossa posição continua a mesma com aquilo que a gente pensa sobre a guerra da Ucrânia: nós queremos paz”, afirmou.
As declarações foram dadas em entrevista coletiva antes de sua partida para a China, próxima etapa de sua agenda de viagens.
Ao ser questionado sobre o impacto de sua visita à Rússia em meio ao conflito, Lula disse que fez “questão de vir aqui pra dizer que o Brasil está defendendo o fortalecimento do multilateralismo”.
Ele também criticou o avanço do protecionismo: “Querer voltar à teoria do protecionismo não interessa a ninguém, a não ser a quem propôs a ideia.”
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