Política
O presidente Lula (PT) confirmou ao senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) quem será o seu indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente do Senado foi chamado pelo mandatário para uma conversa no Palácio do Planalto na noite de segunda (17).
Na ocasião, Lula deixou claro a Pacheco que o nome para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, que se aposentou em agosto, deve ser o advogado-geral da União, Jorge Messias.
De acordo com interlocutores que têm acesso ao presidente e a Pacheco, Lula disse que precisava do senador em Minas Gerais, como candidato ao governo em 2026. As informações são da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.
O presidente teria afirmado ainda que ser governador é muito mais do que ser ministro do STF, e que, por sua experiência política, Pacheco reuniria todas as condições para sair vitorioso em uma campanha.
Afirmou ainda, segundo interlocutores, que o Brasil e Minas Gerais merecem uma pessoa da estatura de Pacheco no comando do Estado.
ALCOLUMBRE IRRITADO
A notícia já chegou ao parlamento e irritou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que gostaria que Lula indicasse o mineiro para a vaga.
Lula sabe das preferências da maioria dos senadores, que precisam aprovar o nome que ele indicará para a vaga no STF, mas tem dito a diversos interlocutores que a prerrogativa da indicação é da Presidência da República, e que ele não abrirá mão dela.
Aos senadores cabe aprovar ou rejeitar o nome, e eles teriam plena liberdade de exercer esse poder, de acordo com os mesmos interlocutores do presidente.
A rejeição, no entanto, abriria uma crise entre os poderes: em 134 anos, o Senado rejeitou somente cinco indicações para o STF, que já teve 172 ministros. Todas elas foram feitas durante o governo de Floriano Peixoto (1891-1894).
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