Política

Lupi cai pela segunda vez; relembre a primeira demissão

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Carlos Lupi pediu demissão da chefia do Ministério da Previdência Social nesta sexta-feira (2)  |   Bnews - Divulgação Joédson Alves / Agência Brasil
Redação

por Redação

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Publicado em 02/05/2025, às 18h33



Carlos Lupi pediu demissão da chefia do Ministério da Previdência Social nesta sexta-feira (2), após a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e Controladoria Geral da União (CGU) identificar um grupo criminoso que desviou cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentadorias e pensões com descontos irregulares

Lupi, que também é presidente nacional do PDT, foi avisado da fraude em junho de 2023 durante reunião do CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social), mas só levou o tema à pauta oficial quase dez meses depois, em abril de 2024.

“Tomo esta decisão com a certeza de que meu nome não foi citado em nenhum momento nas investigações em curso, que apuram possíveis irregularidades no INSS. Faço questão de destacar que todas as apurações foram apoiadas, desde o início, por todas as áreas da Previdência, por mim e pelos órgãos de controle do governo Lula”, afirmou Lupi em carta publicada nas redes sociais

Esse não é a primeira vez que o pedetista pede demissão após um escândalo. Ele foi nomeado ministro do Trabalho em 2007, no segundo governo de Lula e permaneceu no cargo até 2011 - já com Dilma Roussef como mandatária - quando a pasta foi alvo de denúncias sobre desvios de recursos e cobrança de propina em convênios com ONGs na área de qualificação profissional. 

Em meio a crise, Lupi defendeu auxiliares diretamente envolvidos com suspeitas, afirmou que estava sendo perseguido pela imprensa e por empresários, e garantiu que não pediria demissão.

"Estou no vespeiro. Vou na luta até o fim. Descarto totalmente a renúncia. Morro, mas não jogo a toalha. Alguns nascem para se acovardar. Outros, para lutar. É o meu caso", disse o político do PDT em entrevista ao jornal O Globo.

Em 30 de novembro daquele ano, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República recomendou à Dilma que exonerasse o ministro. Mas antes disso, Lupi pediu demissão. "Faço isto para que o ódio das forças mais reacionárias e conservadoras deste país contra o trabalhismo não contagie outros setores", diz um trecho da nota que anunciou a saída dele da pasta.

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