Política
por Bruna Rocha
Publicado em 05/01/2026, às 11h30 - Atualizado às 11h47
O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, tentou negociar um exílio em Belarus, Bielorrússia, que fica na Europa Oriental, diante do cerco militar imposto pelos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump. No fim de novembro, Maduro buscou apoio do aliado russo Alexander Lukachenko para viabilizar uma saída confortável do poder.
O plano, no entanto, não avançou. No último sábado (3), Maduro foi preso e atualmente encontra-se sob custódia das autoridades dos Estados Unidos, que voltaram a ser comandadas por Donald Trump.
Informações publicadas pela Folha de S.Paulo indicam que duas fontes com conhecimento das tratativas em Moscou relataram que Maduro enviou seu embaixador na Rússia, o general Jesús Salazar Velásquez, a Minsk no dia 25 de novembro. Segundo esses relatos, o governo de Lukachenko teria sinalizado que estava pronto para receber o líder venezuelano.
Ainda conforme a reportagem, Maduro demonstrava preferência por se refugiar em Moscou. Contudo, o presidente russo Vladimir Putin teria adotado cautela para não tensionar as relações com Trump, em meio às negociações para encerrar a guerra na Ucrânia, tema no qual o líder russo mantém um canal privilegiado de interlocução com o presidente americano.
No dia 10 de dezembro, Trump intensificou a pressão sobre Caracas ao apreender um navio petroleiro que transportava petróleo para Cuba, medida vista como parte da estratégia dos EUA para enfraquecer aliados do regime venezuelano. No dia seguinte, Velásquez retornou a Minsk.
Paralelamente, Lukachenko buscava melhorar sua relação com a Casa Branca. Como gesto nesse sentido, o governo de Belarus libertou, no dia 13, uma série de presos políticos. Em resposta, Trump decidiu aliviar parte das sanções econômicas impostas ao país.
Apesar disso, Belarus segue fortemente dependente da Rússia, tanto no campo econômico quanto no militar, especialmente desde os protestos em massa de 2020, motivados por denúncias de fraude eleitoral. Desde então, o país apoia Moscou na guerra contra a Ucrânia, embora não participe diretamente dos combates.
Dois dias após a liberação dos presos, Lukachenko afirmou, em entrevista, que receberia Maduro “com prazer” caso ele deixasse o poder, mas negou ter mantido conversas diretas com autoridades venezuelanas.
Segundo as fontes ouvidas pela reportagem, a oferta de exílio ainda estaria de pé, caso haja disposição do governo Trump de afastar Maduro após o julgamento, no qual ele deverá responder por acusações de narcoterrorismo.
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