Política

Magno Malta tem visita barrada a Bolsonaro, tenta fazer oração, mas é impedido; saiba o motivo

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Magno Malta ficou cerca de 30 minutos perto da unidade e depois saiu por conta própria  |   Bnews - Divulgação TV Globo
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 23/01/2026, às 07h16



O senador Magno Malta (PL-ES) foi até a Papudinha no último sábado (17) para tentar visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas os policiais militares do Distrito Federal não deixaram ele entrar.

Essa informação está em um ofício que o comandante do 19º Batalhão da PM enviou ao ministro do STF Alexandre de Moraes na quinta-feira (22).

“Foi registrado a presença do senador da República Magno Malta nas dependências da unidade, com a intenção de adentrar a área de custódia para conhecer a cela do custodiado Jair Messias Bolsonaro”, escreveu o comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar, Allenson Nascimento Lopes.

Pelo documento, os policiais explicaram ao senador que a visita não era permitida porque não havia autorização judicial antes. De acordo com decisão do STF, todas as visitas ao ex-presidente precisam de permissão expressa do ministro Alexandre de Moraes.

“Registra-se que o senador foi recebido com a devida urbanidade e informado, de forma clara, técnica e fundamentada, de que apenas familiares expressamente autorizados têm visitação permanente, sendo que quaisquer outras visitas, inclusive de autoridades, independentes de cadastro prévio e de autorização do Supremo Tribunal Federal”, declarou Lopes.

O senador perguntou se podia fazer uma oração  no local. Os policiais responderam que a assistência religiosa tem regras. Por ordem de Moraes, Bolsonaro só pode receber visita religiosa do bispo Robson Lemos Rodovalho e do pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni. Essas visitas acontecem uma vez por semana, às terças ou sextas-feiras, de forma individual e por até uma hora.

Segundo o ofício, Magno Malta ficou cerca de 30 minutos perto da unidade e depois saiu por conta própria. Mais tarde, um carro do Senado parou na rua ao lado do batalhão, e o motorista filmou a área ao redor.

“Diante do potencial risco à segurança institucional, foi realizada abordagem orientativa por equipe da Polícia Militar do Distrito Federal, com esclarecimento de tratar-se de área sensível”, escreveu o comandante.

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