Política
Publicado em 27/05/2025, às 15h45 Daniel Serrano e Héber Araújo
Após a coletiva de imprensa com Bruno Reis (União Brasil), nesta terça-feira (27), manifestantes fizeram um ato na frente do Palácio Thomé de Souza, sede da Prefeitura de Salvador. A representante do Coletivo de Coordenadoras, Denise Souza, voltou a criticar o prefeito.
Segundo ela, a gestão tem feito uso de manobras narrativas para afirmar que paga o piso salarial somando os benefícios e afirmou que o gestor soteropolitano "mentiu" sobre ter aplicado Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
“Os mais de dez mil professores profissionais que estavam com expectativa de poder retornar para as salas de aula, de poder fazer o que de melhor a gente sabe fazer, que é o trabalho com nossas crianças, jovens e adultos. Mas, infelizmente, o que a gente ouve é justamente o contrário. É o prefeito fazendo uso de uma manobra narrativa, que é dizer que paga o piso ao juntar gratificação. Que não condizem com o base”, criticou Denise.
Segundo ela, o prefeito não aplicou mais de 100% dos recursos do Fundeb como ele afirmou: “No site da transparência é possível ver 92% aplicado por ele”. Ela ainda criticou o prefeito, afirmando que ele deveria usar a prerrogativa de Lei do Piso que aponta, no artigo 4, que ele pode pedir para o governo federal complementar e assim encerrar o problema.
“Como é que uma pessoa que tem uma dívida com a outra e tem a possibilidade de acessar recursos para pagar, ela se nega a fazer isso, ela não toca nesse assunto, ela não fala sobre isso. A gente fica sempre se perguntando se isso tem a ver com a necessidade de ele abrir as contas”, declarou. “O reajuste ataca o nosso plano de carreira, achatando a tabela, o que é inadmissível. Ele ataca a própria lei que foi aprovada pela gestão dele, veja, para fazer uma manobra e não garantir os nossos direitos”, completou.
A educadora ainda afirmou que ela e os demais professores não irão aceitar esse projeto de reajuste imposto e que não irão retornar as salas de aula até que o piso seja pago, sem contar com as gratificações.
“Se o prefeito quiser pagar o piso, ele paga, porque ele pode planejar, assim como ele planeja tão bem festas na cidade, ele pode planejar com muita competência a educação da cidade”.
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