Política
A equipe do BNews conversou, na manhã desta sexta-feira (12), durante o 3º Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade, realizado pelo Instituto Brasileiro de Direito e Sustentabilidade (Ibrades), com o presidente do PL na Bahia, João Roma.
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Durante a entrevista, Roma não poupou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) por ter condenado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses pela participação de uma tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022 para mantê-lo no poder.
"O que nós verificamos é literalmente uma suprema injustiça. O único presidente da história do Brasil condenado por uma narrativa diversa, inclusive o único que nunca houve sobre ele nada envolvendo corrupção. Então é uma pena que o Brasil, ao invés de enaltecer seus líderes, a cada eleição que passa, fica justamente tentando destruir reputações", disse Roma.
O presidente do PL Bahia ainda destacou o discurso do ministro Luiz Fux, que, além de ter votado pela absolvição de Bolsonaro, defendeu que o ex-presidente deveria ter sido julgado em primeira instância.
"Quem ontem colocou essa punição em Bolsonaro é uma turma do Supremo, onde no próprio voto do ministro Fux ficou muito claro que não é essa previsão inclusive constitucional. E sendo ele [Bolsonaro] presidente da República, quem deveria julgar era o plenário, o pleno do Supremo Tribunal Federal, com seus integrantes na totalidade. E mesmo assim ele hoje não é mais presidente da República, portanto deveria ir para o primeiro [primeira instância]", avaliou.
Com a condenação do ex-presidente, a bancada bolsonarista na Câmara dos Deputados deve intensificar a pressão para que seja votado um projeto de lei para conceder anistia aos condenados pela trama golpista e pelos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro de 2023.
Para João Roma, o PL da Anistia será uma resposta à condenação de Bolsonaro, que ele classificou como "grande insegurança jurídica".
"[A condenação de Bolsonaro] é um momento muito triste para o Brasil. Isso revela uma grande insegurança jurídica, e óbvio que isso terá reação sim, especialmente pelo Congresso Nacional, que já está buscando uma legislação e uma votação em um processo de anistia, pois realmente para nós não há sentido nenhum essa condenação, pois Bolsonaro não cometeu o crime", disse.
Além da condenação da última quinta-feira (11), Bolsonaro também foi julgado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em junho de 2023. Apesar disso, João Roma garante que o ex-presidente vai disputar o Palácio do Planalto no ano que vem.
"Isso [a candidatura de Bolsonaro] é o que nós do PL defendemos. O que queremos é que ocorra uma eleição e não estamos pedindo aqui uma nomeação de Bolsonaro para Presidente da República, mas que ele possa sim disputar a eleição, como pôde Dilma Rousseff, mesmo após ter recebido um processo de impeachment, como pôde o atual Presidente Lula, que estava condenado em três instâncias e foi reabilitado para poder disputar as eleições", disse.
Apesar da confiança de Roma em ter Bolsonaro como um dos presidenciáveis em 2026, alguns nomes da direita estão se colocando como o nome apoiado pelo ex-presidente na disputa pelo Palácio do Planalto, como os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil).
Roma classificou essas movimentações como "válidas", mas que o PL segue apostando na candidatura de Bolsonaro.
"Eu acho que todas as movimentações são válidas, porque mostra um crescimento da direita no Brasil, de uma forma geral. Você vê vários nomes se movimentando, e são movimentações legítimas, cada um no seu partido. Mas hoje o PL, nosso plano A, B e C é Jair Bolsonaro candidato a presidente. Nós vamos levar essa tese adiante. Até uma orientação que parte diretamente dele. É sim a orientação política do presidente Bolsonaro", afirmou.
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