Política

Ministra rebate críticas de Ciro Nogueira sobre mudanças no IOF

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Mudanças no IOF geram tensão entre Executivo e Legislativo, com intervenção do Judiciário na disputa.  |   Bnews - Divulgação Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Publicado em 09/07/2025, às 11h26 - Atualizado às 11h27   Cadastrado por Daniel Serrano



A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), usou as redes sociais nesta  quarta-feira (9) para acusar o senador Ciro Nogueira (PPI) de "espalhar mentiras" sobre as alterações propostas pelo decreto do governo Lula sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no crédito das pessoas físicas.

Em seu perfil no X (antigo Twitter), a ministra disse que ir para a TV e para as redes sociais contar mentiras "não é fazer oposição ao governo". É trabalhar contra o país, o que marcou o desgoverno em que Ciro Nogueira foi ministro. O governo de Lula trabalha por justiça tributária”.

“Ciro Nogueira, presidente do PP, foi à TV hoje espalhar mentiras sobre o decreto do IOF. A medida não afeta e nunca afetou o crédito das pessoas físicas, que não teve alteração. Deveria se lembrar também que o IOF sobre transações internacionais, que o decreto estipulava em 3,5%, era de 6,38% no governo de Bolsonaro”, escreveu a ministra.

Ainda nesta quarta-feira (9), Ciro Nogueira concedeu entrevista à GloboNews e disse que o governo quer se omitir da responsabilidade; “quer apenas aumentar e dizer para o Congresso fazer os cortes". 

"Agora o governo que assuma a responsabilidade falando a verdade, não vindo para a população mentir dizendo que o IOF não afeta a população de baixa renda, que é uma grande mentira e uma fake news que foi espalhada, uma narrativa, que é essa história de jogar rico contra pobre”, disse o senador.

Entenda o caso

As mudanças na cobrança do IOF começaram a ser discutidas no início de junho deste ano entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e  líderes partidários do Congresso Nacional. Uma nova versão do texto foi apresentada pelo governo após pressão de congressistas.

No entanto, o decreto foi derrubado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Desde então, a relação entre o Executivo e o Legislativo passa por uma crise, fazendo com que o Judiciário precisasse intervir no caso. Na última sexta-feira (4), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu  todos os efeitos dos decretos do governo Lula e do Congresso Nacional sobre o IOF e determinou uma audiência de conciliação entre as partes, prevista para acontecer no próximo dia 15 de julho, no plenário da Corte, em Brasília. 

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