Política
por Héber Araújo
Publicado em 13/02/2026, às 09h39
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) criticaram, na quinta-feira (12), a Polícia Federal pelas investigações feitas contra Dias Toffoli sem autorização. A corporação entregou, na quinta-feira (12), o resultado das apurações ao presidente do STF, Edson Fachin.
Após a entrega do documento, Toffoli pediu para que a relatoria do caso do Banco Master fosse redistribuída. O magistrado é acusado de parcialidade, após ser citado nas investigações feitas pela PF.
Entretanto, as apurações não foram bem aceitas por parte dos magistrados da Suprema Corte, que, em declarações feitas à Folha de São Paulo, afirmaram não ser aceitável. “Não acho que isso seja aceitável, eu não gostaria disso para ninguém”, disse André Mendonça na reunião entre os magistrados.
Segundo relatos dessa reunião, os demais ministros, em sua colocações, concordaram com Mendonça e também críticaram a investigação da PF.
De acordo com regras do Supremo, para um ministro ser investigado é necessário que os investigadores tenham autorização da própria Corte. Os magistrados entenderam que o relatório apresentado a Fachin sobre o Caso Master e contra Toffoli não se tratou de um achado por coincidência.
“Não foi acidental, um encontro fortuito com indícios. Fizeram uma investigação à revelia do STF, e não poderiam fazer isso. Não entregaram um material bruto à Corte. Toffoli foi efetivamente investigado”, disse um ministro à Folha.
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