Política

Moraes se reúne com defesa de Bolsonaro após polêmica com pistola

Antonio Augusto/STF - Reprodução / Redes Sociais
Moraes alerta sobre a possibilidade de falta grave ao ex-presidente por posse indevida de arma durante a prisão.  |   Bnews - Divulgação Antonio Augusto/STF - Reprodução / Redes Sociais
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 29/06/2026, às 14h56



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deve se reunir com os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (30). O encontro acontecerá antes do magistrado decidir se mantém ou revoga a prisão domiciliar humanitária após a apreensão de uma pistola registrada em nome do ex-chefe do Executivo.

A audiência foi agendada a pedido da defesa do ex-presidente e após o fim do prazo inicial de 90 dias da medida ter expirado, que se encerrou na última quinta-feira (25).

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Em manifestação enviada ao STF no último sábado (27), os advogados de Bolsonaro solicitaram a Moraes que descarte a hipótese de reconhecimento de falta grave por conta da apreensão da arma  e prorrogue a prisão domiciliar.

De acordo com a defesa do ex-presidente, o armamento foi retirado da residência apenas para um reparo após Bolsonaro constatar uma falha mecânica. Em depoimento, o ex-chefe do Executivo disse que não poderia ficar desarmado porque mora com três mulheres.

Na última quarta-feira (24), Moraes citou a Lei de Execução Penal e alertou para uma falta grave ao condenado que “possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem”. 

No entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) disse que não há elementos para reconhecer a falta grave e defendeu esperar pela conclusão das investigações sobre a apreensão da arma antes de avaliar se o caso pode levar à revogação da prisão domiciliar. 

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Em março, Moraes autorizou o ex-presidente a ser transferido para prisão domiciliar humanitária para tratamento de um quadro de broncopneumonia. 

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)