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Bolsonaro repete acusações falsas de fraude nas eleições presidenciais norte-americanas em encontro com enviado de Biden

[Bolsonaro repete acusações falsas de fraude nas eleições presidenciais norte-americanas em encontro com enviado de Biden]
07 de Agosto de 2021 às 18:08 Por: Reprodução/Embaixada dos EUA Por: Redação BNews

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) expressou à missão enviada pelo presidente norte-americano Joe Biden que segue convicto de que o ex-presidente americano Donald Trump foi vítima de uma fraude eleitoral no ano passado. 

Fontes ouvidas pelo jornal O Globo afirmam que em reunião realizada na última quinta-feira (5), no Palácio do Planalto, quando falou sobre as eleições presidenciais brasileiras de 2022, o Bolsonaro disse que está lutando para não sofrer uma fraude, como Trump.

Assim, o presidente brasileiro disse aos funcionários da Casa Branca que o governo deles é resultado de um processo eleitoral ilegítimo.

A declaração causou estupor na delegação chefiada pelo conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, e formada pelo diretor sênior do Conselho de Segurança Nacional para o Hemisfério Ocidental, Juan Gonzalez, e o funcionário sênior do Departamento de Estado para o Hemisfério Ocidental Ricardo Zúñiga.

Segundo as fontes, este último será o encarregado de cuidar da relação com o Brasil no governo Biden. Em janeiro de 2021, horas após o Congresso americano oficializar a vitória de Biden, Bolsonaro insistiu em apoiar a tese da fraude - até hoje encampada por Trump e seus apoiadores.

Na época, Bolsonaro chegou a dizer que o Brasil "terá um problema pior que os EUA se não houver voto impresso nas eleições de 2022”. Bolsonaro, inclusive, só reconheceu a vitória de Biden mais de um mês após eleição nos EUA.

Nas últimas semanas, ele tem intensificado ataques públicos à urna eletrônica brasileira, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Na noite da última sexta (6), a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília divulgou uma nota na qual informa que a delegação afirmou ter “grande confiança na capacidade das instituições brasileiras de realizar uma eleição justa em 2022”.

Segundo o texto, o grupo também ressaltou a importância de preservar a confiança no processo eleitoral que tem “longa história de legitimidade”.

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