Política
por Anderson Ramos
Publicado em 27/10/2026, às 06h00
Com a renovação do mandato garantido após a vitória histórica nas urnas no último domingo (25), o presidente Lula (PT) já se debruça sobre a composição do seu próximo governo. Neste contexto, um nome da Bahia voltou a ser lembrado para um cargo de destaque na nova gestão do petista.
Trata-se de Marcelo Werner, secretário de Segurança Pública do governo Jerônimo Rodrigues (PT). Um dos quadros mais bem avaliados da gestão estadual, Werner é um um nome cotado para assumir o Ministério da Segurança Pública, que deverá ser criado por Lula ainda esse ano.
Fontes do BNews informaram que ele foi citado para o cargo desde o ano passado, quando o presidente anunciou a intenção de criar a pasta. Lula condiciona a criação do ministério à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que deve ser analisada pelo Senado ainda em 2026.
Os dados de Werner à frente da SSP o cacifa para o cargo. Embora a Bahia ainda seja um dos estados mais violentos do país, o número de mortes violentas vem diminuindo desde o início de sua gestão.
Segundo o Atlas da Violência, elaborado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2023, o estado registrou 6.578 vítimas de mortes violentas intencionais - maior do país naquele ano - e uma taxa de 46,5 mortes por 100 mil habitantes, atrás apenas do Amapá (69,9).
Já em 2025, a unidade da federação registrou 5.473 mortes violentas intencionais em 2025, uma redução de 16%, em relação a 2023. Já neste ano, segundo dados da própria SSP, a Bahia teve queda de 21% nas mortes violentas entre janeiro e setembro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Marcelo Werner assumiu a chefia da SSP a partir de 2023, na gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Soteropolitano, graduado em Direito pela Universidade Católica do Salvador (Ucsal), ele é delegado da Polícia Federal (PF).
Professor de técnicas operacionais da PF desde 2021, Werner já foi chefe do Setor de Inteligência Policial (SIP) da Polícia Federal, chefe substituto da Delegacia da Polícia Federal em Juazeiro, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Superintendência Regional da PF na Bahia e chefe substituto da Delegacia de Polícia de Imigração (Delemig).
Em sua carreira na Polícia Federal, realizou dezenas de cursos e formações complementares e, atualmente, também é professor de armamento e tiro da PF e operador do Grupo de Pronta Intervenção (GPI).
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