Política
A ONG Instituto Conhecer Brasil, investigada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, apresentou ao menos R$16,5 milhões em notas fiscais consideradas irregulares na prestação de contas de um contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo para instalação de pontos de wi-fi gratuito em áreas periféricas da capital.
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Segundo levantamento divulgado pelo g1, as inconsistências foram identificadas em documentos entregues pela entidade administrada pela jornalista e empresária Karina Ferreira da Gama, que também é proprietária da Go Up Entertainment, responsável pela produção de um filme biográfico, "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
🚨 BREAKING NEWS l ONG ligada à produtora de filme sobre Bolsonaro movimentou R$ 16,5 milhões em notas frias com a Prefeitura de São Paulo. pic.twitter.com/8iNpWn0GTQ
— Notícias Paralelas (@NP__Oficial) May 20, 2026
De acordo com a apuração, a ONG teria utilizado notas fiscais milionárias canceladas no sistema da própria prefeitura, além de recibos e documentos sem validade fiscal para justificar despesas milionárias.
Em um dos casos apontados, uma única prestação de contas, referente ao período entre junho de 2024 e dezembro de 2025, apresentou gastos de até R$ 4,3 milhões sem comprovação fiscal regular.
Pelas regras tributárias, uma nota fiscal cancelada deve ser substituída por um novo documento válido para garantir o recolhimento correto de impostos e permitir a fiscalização dos órgãos competentes. A ausência de emissão regular de nota fiscal pode configurar crime de sonegação fiscal.
Ao g1, Karina Ferreira afirmou que desconhecia o cancelamento de notas por parte de fornecedores contratados pelo instituto.
A empresária declarou ainda que as inconsistências envolvendo documentos fiscais da própria ONG foram identificadas por ela e que os problemas “já estão sendo resolvidos” em uma nova prestação de contas que será entregue à administração municipal.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que o contrato é acompanhado de forma rigorosa e declarou que, até o momento, não existe decisão definitiva ou processo administrativo que comprove irregularidades estruturais, desvios de recursos ou ilegalidades na execução do programa.
A gestão do prefeito Ricardo Nunes também ressaltou que o contrato firmado com o Instituto Conhecer Brasil não possui qualquer ligação com a produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro.
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