Política

Oposição ameaça acionar a Justiça para barrar lei aprovada na Câmara que altera uso do solo de Salvador

Reginaldo Ipê/CMS
O projeto, que aguarda sanção do prefeito Bruno Reis, é criticado por não seguir procedimentos adequados de participação popular.  |   Bnews - Divulgação Reginaldo Ipê/CMS
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 30/09/2025, às 09h07 - Atualizado às 09h07



A líder da bancada da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), vereadora Aladilce Souza (PCdoB), disse que pode entrar na Justiça contra o Projeto de Lei nº 175/2024, de autoria do Executivo, que altera a Lei de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo (LOUOS).

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O texto foi aprovado na semana passada pela CMS e espera pela sanção do prefeito Bruno Reis (União Brasil). No entanto, de acordo com Aladilce, o projeto tem "vício de inconstitucionalidade" e lembrou que o Ministério Público recomendou que os vereadores não votassem o texto sem a realização de estudos técnicos e a efetiva participação popular.

"Esse projeto tem vício de inconstitucionalidade, tanto que o Ministério Público recomendou a suspensão da tramitação, o que não aconteceu. Entre outras irregularidades, o PL antecipa a revisão do PDDU, para a qual a prefeitura contratou uma empresa de fora, com dispensa de licitação", disse Aladilce. 

A vereadora alertou ainda que, mesmo antes da sanção, o Legislativo vai analisar outro projeto que também altera o PDDU, o PL 424/2025. O texto deve ser um dos apreciados na reunião conjunta das comissões de Constituição e Justiça, Finanças e Orçamento e Planejamento Urbano e Meio Ambiente, prevista para esta terça-feira (30).

Na sessão da última segunda-feira (29), Aladilce já havia apontado para um “vício de origem” do projeto. 

"Não pode alterar o PDDU sem passar pelo conselho da cidade e por várias audiências públicas dando ampla publicidade", ressaltou. "Esse projeto, essa lei do 175, tem vício de origem", acrescentou a vereadora.

Classificação Indicativa: Livre

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