Política

Otto detona governador que acabou com cotas raciais: “Imbecil”

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Jorginho Melo, de Santa Catatina, sanciou lei que acabou com as cotas raciais para ingresso nas universidades estaduais  |   Bnews - Divulgação Matheus Simoni / BNEWS
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 04/02/2026, às 10h24



O senador Otto Alencar (PSD) defendeu as políticas afirmativas e detonou o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), por acabar com as cotas raciais para ingresso nas universidades estaduais. 

Em entrevista ao apresentador José Eduardo no programa Giro Baiana, da Rádio Baiana FM (89,3 FM), nesta quarta-feira (4), o presidente do PSD na Bahia, chamou o gestor de “imbecil”, por adotar a medida.

“Não precisa ser de esquerda para apoiar programas sociais, para saber que a cota que deu condição de pessoas com descendência africana ter acesso a universidade era errada como dizem em Santa Catarina. Lá o governador é contra”, iniciou Otto. 

“Minha filha se passou na faculdade de arquitetura e a formatura aconteceu numa sala de aula porque os outros colegas dela não podiam pagar. Ela se formou junto com a filha de uma baiana de acarajé, que hoje é minha amiga. Isso não significou nada, para esses caras dizerem que não gostam? Para o Flávio ou o Bolsonaro dizerem que não pode, para esse imbecil lá de Santa Catarina dizer que não pode. Um néscio, obtuso”, complementou o senador. 

JUSTIÇA MANDA RESPONDER

O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, cobrou explicações do governo de Santa Catarina sobre a lei que veta a reserva de vagas para alunos negros e indigenas em universidades estaduais. 

O projeto em questão foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) no ano passado e sancionada pelo governador Jorginho Mello (PL) no dia 22 de janeiro. Ao sancionar, o governo afirmou que a lei promove “uma concorrência mais justa no acesso às universidades, a meritocracia, o respeito à decisão da Assembleia Legislativa em aprovar a nova legislação e a melhoria do acesso aos candidatos mais vulneráveis economicamente”.

Horas depois do pedido do magistrado, a desembargadora Maria do Rocio Luz Santa Ritta determinou a suspensão da lei. Segundo afirmou, sua decisão partiu da necessidade de “controle da racionalidade constitucional mínima da norma, à luz de parâmetros já estabilizados”. 

Para a desembargadora, os deputados não se baseiam em dados empíricos para provar que as cotas atentam contra “a igualdade material, compreendida, em sua formulação, clássica, como o tratamento desigual dos desiguais na medida em que se desigualam”, declarou na decisão.

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