Política

'Perplexidade', explica Paulo Pimenta como Lula reagiu ao saber sobre grupo que planejava atentado contra ele

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Paulo Pimenta relatou que operação da PF prendeu núcleo perigoso envolvendo militares numa ação criminosa  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Magno Romero

Publicado em 19/11/2024, às 12h50   Yuri Pastori com informações de Lucas Pacheco, direto do G20 no Rio de Janeiro



O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo federal, Paulo Pimenta, comentou em entrevista ao Bnews, no G20, no Rio de Janeiro, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) só soube hoje cedo da operação da Polícia Federal (PF), contra organização criminosa responsável por planejar os assassinatos do presidente Lula (PT), do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), realizada na manhã desta terça-feira (19), quando as prisões já tinham sido efetuadas.
" O presidente está acompanhando com atenção, com perplexidade. Não é uma coisa corriqueira você ter generais, coronéis da ativa, pessoas próximas ao ex-presidente da República [Jair Bolsonaro], generais que despachavam dentro do Palácio do Planalto, ajudante de ordem do Presidente da República, envolvido numa ação criminosa que tinha por objetivo matar o Presidente da República eleito [Lula], o vice-presidente [Geraldo Alckmin], o presidente do nosso programa eleitoral. Nós não estamos falando aqui de coisas simples. Nós estamos falando de um núcleo perigoso, que tinha treinamento, todos eles ligados a um segmento do exército treinado para operações não convencionais. O Braga Neto vem dessa formação, o Coronel Cid vem dessa formação, e esses oficiais que foram presos. Agora nós vamos mudar o nome para kids presos", disse em referência ao grupo criminoso, formado em sua maioria por militares das Forças Especiais (FE), os chamados 'kids pretos'.
De acordo com a PF, o grupo visava um golpe de estado para impedir a posse do governo eleito em 2022. Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e 15 medidas cautelares no Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e Distrito Federal. Entre os alvos, estão quatro militares, incluindo um general da reserva, um ex-assessor de Jair Bolsonaro e um policial federal.

Assista a entrevista completa do ministro Paulo Pimenta:

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