Política

PF nas ruas: operação atinge grupo que fraudava licitações na Bahia e desviava recursos de prefeituras

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Prefeituras do Sul da Bahia são alvo de investigação por parte da PF  |   Bnews - Divulgação Divulgação/PF
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 13/08/2026, às 07h42



Em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), a Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (13) a Operação Severus, segunda fase da Operação Pacto Infame, destinada ao aprofundamento de investigação sobre possível esquema criminoso envolvendo contratações públicas no município de Gongogi, localizado no sul do estado. De acordo com as investigações, os agentes identificaram utilização de recursos federais para realizar os desvios.

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Ao todo, são 33 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Além de Gongogi, também foram deflagradas ações nos municípios baianos de Itabuna, Ilhéus, Dário Meira, Ipiaú, Ibicaraí, Valença e Eunápolis, com a participação de policiais federais e auditores da CGU.

A PF informou que apura a possível atuação de organização criminosa estruturada no âmbito da administração municipal, com participação de agentes públicos e particulares. O grupo teria fraudado procedimentos licitatórios, desviado de recursos públicos para promover corrupção e lavagem de dinheiro.

"Os elementos reunidos até o momento indicam, entre outras irregularidades, possível direcionamento de licitações, utilização de documentos falsos, simulação de procedimentos administrativos, pagamentos por serviços não executados ou executados parcialmente e posterior movimentação dos valores desviados por meio de interpostas pessoas e empresas", disse a PF, por meio de nota.

A Justiça Federal ainda determinou a apreensão de documentos e mídias, valores em espécie, joias e veículos relacionados aos investigados. A pedido da PF e da CGU, o TRF1 também determinou medidas cautelares patrimoniais, com bloqueio e indisponibilidade de valores, veículos, imóveis e outros bens, até o limite de R$ 2 milhões.

O material apreendido será analisado pela Polícia Federal e pela CGU, e as investigações prosseguem para o completo esclarecimento dos fatos e individualização das responsabilidades.

Classificação Indicativa: Livre

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