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Polícia Federal conclui investigação envolvendo senador e aponta crime de corrupção; confira

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O relatório final foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que em seguida encaminhará o material para o procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras

Publicado em 08/04/2022, às 18h59    Divulgação    Redação BNews

A Polícia Federal concluiu nesta sexta-feira (8) a investigação em que o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), é apontado de ter recebido propinas do grupo J&F e cometer crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. 

De acordo com O Globo, a defesa de Ciro Nogueira nega qualquer irregularidade. O relatório final foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que em seguida encaminhará o material para o procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, que definirá se apresenta denúncia contra o senador ou se arquiva o caso.

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Segundo a PF, os pagamentos de propina teriam sido feitos aao senador para que o seu partido, o PP, apoiasse a campanha de reeleição da então presidente da República, Dilma Rousseff (PT), em 2014.

A PF rastreou repasses feitos a um irmão de Ciro por meio de um supermercado fornecedor do grupo J&F.

O início das investigações foram baseadas na delação premiada dos executivos do grupo J&F, mas a Polícia Federal aponta no relatório que obteve provas independentes que corroboram os relatos.

"Joesley Mendonça Batista, por solicitação de Edson Antônio Edinho Silva e auxiliado por Rricardo Saud, fez repasses de vantagens indevidas para Ciro Nogueira Lima Filho, visando a garantir o apoio do Partido Progressista às eleições da Presidente Dilma Rousseff, no ano de 2014. Parte da vantagem indevida foi encaminhada ao Partido Progressista, por determinação de Ciro Nogueira Lima Filho, por intermédio de doação eleitoral oficial, como consta nos recibos da prestação de campanha. Outra parte, cerca de R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais) foi repassado em espécie, por intermédio do Supermercado Comercial Carvalho, para Gustavo e Silva Nogueira Lima, irmão de Ciro Nogueira, que se incumbiu da tarefa de pegar o dinheiro e repassar para Ciro Nogueira", diz a conclusão do inquérito.

O minsitro, no entanto, não foi indiciado pela PF porque há um entendimento do STF de que não é possível realizar o indiciamento de políticos com foro privilegiado, como é o caso do senador.

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